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Número de endividados em Fortaleza cresce 6,5% na passagem de outubro para novembro

O estudo aponta que o valor médio das dívidas do consumidor da Capital é de R$ 1.326

11:39 | 21/11/2017
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[FOTO1]Pesquisa aponta que 69,6% dos consumidores de Fortaleza encontram-se com alguma dívida a quitar, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 21, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE). O índice cresceu 6,5% acima do indicador do último mês de outubro (63,1%) e superior ao índice de novembro do ano passado (63,8%).
                
Já na proporção de consumidores com contas em atraso, o estudo revela que houve alta de 1,3% no período, passando de 22,9% dos consumidores em outubro, para 24,2% em novembro.

O valor médio das dívidas é de R$ 1.326, com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento. 

Os consumidores jovens de 25 a 34 anos formam a maior parcela de endividados da Capital (27,6%), as mulheres formam o segundo maior grupo, com 26,4%. Já as pessoas com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos representam 25,9%.

O levantamento apontou que os meios de crédito mais utilizados pelos consumidores da capital cearense são: cartões de crédito, citados por 80,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 11,5%; empréstimos pessoais, com 9,3%; e carnês e crediários, com 8,5%. 

Conforme a pesquisa, o fortalezense utilizou mais o crédito para consumo de itens de alimentação, com 57,2% das respostas; compras de artigos de vestuário (36,7%); aquisição de eletroeletrônicos (35,1%); e realização de despesas de educação e saúde (30%).

Inadimplência potencial 

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a fatia de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, ficou em 9,8%. O índice é maior que o de novembro do ano passado (9,2%).
 
Resultado positivo
 
De acordo com a diretora institucional da Fecomercio-CE, Claudia Brilhante, a alta do endividamento é vista de forma positiva. "Esse crescimento não é ruim para o comércio, esse número de endividados não significa cresceu  a quantidade de pessoas com contas em atraso, todas as contas estão inclusas nisso, como água, luz, telefone. A análise é que acontece uma melhora economia e as pessoas estão voltando a comprar mais", ressalta. 

Ela destaca que, no Dia das Crianças, houve um volume maior de vendas na Capital do que em 2016. Devido ao crescimento das compras, o consumidor assumiu mais contas para pagar.  
 
Orientações  
 
Para este período de fim de ano, com as compras natalinas e o Black Friday, Claudia espera um aumento considerável em relação a 2016. No entanto, ela alerta para os riscos de se endividar.

"É importante que, neste fim de ano, o consumidor seja bastante cauteloso para evitar o endividamento. A orientação que a Fecomercio dá é que sejam priorizadas as compras à vista e as aquisições em pequenas parcelas".

 
 
 
 

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