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Anac é questionada sobre aumento de preços de passagens

17:28 | Nov. 02, 2017
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[FOTO1]Diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foram questionados sobre o recente aumento dos preços das passagens aéreas no Brasil, após a agência liberar a cobrança de bagagens despachadas.

"O preço das passagens aumentou em média 35,9% em junho. E em setembro teve ainda alta de 16,9%, conforme mostrou estudo do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas", declarou o deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), em audiência pública realizada esta semana na Câmara dos Deputados.

 

Ainda conforme Chico Lopes, o consumidor foi prejudicado duas vezes: ao perder o direito de despachar bagagem sem pagar taxa extra e ao ter de bancar os altos reajustes das passagens aéreas nos últimos meses.

"Ao contrário do que se esperava quando a Anac permitiu vender passagens que não dão direito a despachar bagagens, os preços das passagens têm subido - e muito", acrescentou.

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"Parece que a agência reguladora atua é para criar problema para o consumidor, em vez de resolver", alegou Chico Lopes. A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, segundo ele, prometeu investigar a pesquisa da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), que apontou queda de preços das passagens, divergindo dos levantamentos feitos por outras instituições.

Anac

Diante dos questionamentos, o superintendente de acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, admitiu que houve forte elevação de preços das passagens aéreas em  junho e setembro, tal como atesta a pesquisa do IBGE/FGV, mas alegou se tratar apenas de efeito da "sazonalidade", não da nova autorização de cobrança por bagagem despachada.

"Os dados não estão equivocados. O que nós dissemos é que usar esses dados de junho a setembro pra associar a efeito direto da franquia de bagagem é equivocado", sustenta. "Essa questão da bagagem de mão, está havendo sim uma certa inquietação quanto a essa questão. É uma fase de transição para os consumidores e pras próprias empresas aéreas".

 

Redação O POVO Online

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