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Número de consumidores endividados em Fortaleza recua em agosto

O índice de dívida dos fortalezenses caiu 4,2% na passagem de julho para agosto

13:10 | 22/08/2017
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[FOTO1]O endividamento dos consumidores fortalezenses retraiu neste mês de agosto, o índice ficou em 63,7%, queda de 4,2% em relação ao mês de julho e encolhimento de 6,6% no comparativo com agosto de 2016. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 22, pela pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
 
A redução do endividamento dos consumidores da Capital veio junto com a melhora de outros indicadores do levantamento: a quantidade de pessoas com contas em atraso caiu 2%, indo de 22,9%, em julho, para 20,9% neste mês.
 
Conforme o estudo, as dívidas afetam mais às pessoas na faixa etária de 25 a 34 anos (25,4%), seguido dos trabalhadores com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (22%) e das mulheres (21%).
 
O levantamento aponta que o período de atraso, em média, é de 77 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, a diferença entre o que se ganha e o que se gasta, conforme declararam 68,2% dos entrevistados. A segunda justificativa mais apontada é o adiamento por conta do uso do dinheiro em outras finalidades, com 26,3%, seguido da contestação da dívida, com 6,9%.
 
Crédito
 
O estudo revelou ainda que os meios de crédito mais utilizados pelos fortalezenses são os cartões de crédito (78,9%), o financiamento bancário (13,2%), empréstimos pessoais (8,6%) e carnês e crediários (7,2%).
 
O consumidor de Fortaleza tem usado o crédito para a aquisição dos seguintes itens: alimentação (62,1%), artigos de vestuário (38,4%), eletroeletrônicos (30,5%) e despesas de educação e saúde (28%). Ainda de acordo com dados da Fecomércio-CE, o valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.186, com prazo de aproximadamente sete meses, que compromete 33,6% da renda familiar.
 
A pesquisa traçou ainda o perfil do potencial consumidor inadimplente que segue as seguintes características: mulheres com idade acima de 35 anos e renda familiar inferior a cinco salários mínimos.
 
Próximos meses 
 
Para Cláudia Brilhante, diretora institucional da Fecomércio-CE, os números da pesquisa indicam uma perspectiva de resultados melhores no próximos meses. Ele lembra que o período de setembro a dezembro geralmente é melhor para o comércio varejista, mas mesmo assim, Cláudia acredita na manutenção do ritmo de queda das dividas dos consumidores da Capital.  

A diretora da Fecomercio-CE destaca ainda que o saque das contas inativas do FGTS tiveram um papel fundamental para a melhora do índice de endividados na Capital. “Os recursos do FGTS vieram como uma grande ajuda para os fortalezenses, notou-se que os consumidores optaram por usar o dinheiro no pagamento de suas dívidas. Esse beneficio ainda deve continuar surtindo efeitos na economia local nos próximos meses”, afirma.
 
Orientações 
 
Sobre as mulheres possuírem um maior potencial de dívida, ela esclarece que isso ocorre devido às consumidoras estarem sempre fazendo as compras do cotidiano, do lar, além das necessidades e artigos pessoais. Cláudia ressalta que o mais importante a todos é fazer um planejamento todo o mês, para buscar o equilíbrio financeiro, que segundo aponta a pesquisa, tem sido o principal motivo de acumulo de dividas.  
 
Sobre a forma como consumidor tem usado o crédito, a pesquisa aponta que os consumidores estão utilizando o recurso muito mais para alimentação do que em outros itens. Cláudia afirma que isso é uma das características do desequilíbrio financeiro na renda familiar. “As pessoas não conseguem manter o dinheiro para o básico, a alimentação, aí apelam para o uso do cartão de crédito, que é um verdadeiro risco, pois você vai pagar isso com juros nas parcelas. O ideal é usar o cartão de crédito no supermercado só se for pra quitar o débito em 30 dias, no próximo mês.”
 
 
 
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