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Ministério da Fazenda projeta média do PIB entre 3,5% e 4% ao ano

Aprovação das reformas trabalhista e previdenciária estimularia crescimento do Produto Interno Bruto do País (PIB) em 10 anos. Caso não passem no Congresso, estimativa do PIB ao ano no período ficaria em 2,3%
16:26 | Jun. 01, 2017
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O PIB do País tem potencial médio de crescimento de 3,5% a 4% ao ano se as reformas trabalhista e previdenciária forem aprovadas. A projeção é do Ministério da Fazenda e divulgadas hoje pelo ministro Henrique Meirelles em palestra para a diretoria executiva da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). O POVO integra e é fundador da diretoria, esteve na reunião em Brasília.

A estimativa positiva compreende o período de 2018 a 2027. Meirelles também mostrou a projeção do País caso as medidas não engrenem. Pelas estimativas federais, o Brasil cresceria 2,3% ao ano.

No entanto, além das reformas, para compor o resultado superior a 2,3%, o País teria de elevar os investimentos privados. As medidas também contemplam a simplificação de processos e eficiência do Cadastro Positivo, Duplicata Eletrônica, Letra Imobiliária Garantida.

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Com relação ao PIB no final de 2017, o Governo manteve o percentual em 0,5%. No entanto, o PIB marginal tem média de 2,7% de acordo com a Fazenda.

PIB 2017

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que o PIB no primeiro trimestre deste ano cresceu 1% se comparado com o quarto trimestre de 2016, puxado pelo setor agropecuário. Mas quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado, o indicador demostrou queda de 0,4%.

A taxa de investimento no primeiro trimestre foi de 15,6% do PIB, abaixo da observada no mesmo período do ano anterior (16,8%). A taxa de poupança foi de 15,7% ante 13,9% no mesmo período de 2016.

A agência classificadora de risco Austin Rating, em nota ao mercado, destacou que o PIB deve fechar o ano em 0,7%, enquanto o índice para 2018 gira em torno de 2,2%.

No ranking de desempenho do PIB em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, elaborado pela agência, que contempla 39 países, apontou que o resultado deixou o Brasil na lanterna. “Mais uma vez, o Brasil foi superado pelas economias da Grécia, Ucrânia e Rússia, que nas edições anteriores estavam com desempenhos piores”, informava o comunicado.

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