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Economistas cearenses apontam queda no otimismo

Estudo revelou pessimismo no nível de emprego e nos salários

12:45 | 27/06/2017
A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), realizada pela Fecomércio-Ce e Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce) apontou nesta terça-feira, 27, uma queda no otimismo dos analistas cearenses em três índices: de percepção geral (115,3 pontos), futura (124,4 pontos) e atual (106). De acordo com o estudo, o recuo no otimismo ocorre devido à dinâmica política do País.
 
A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Como no último estudo divulgado, os especialistas apontaram otimismo em nove segmentos da economia: taxa de inflação (169,8 pontos), taxa de juros (163,4 pontos), cenário internacional (130,7 pontos), evolução do PIB (122,8 pontos), gastos públicos (121,3 pontos), taxa de câmbio (106,4 pontos) e oferta de crédito (104,5 pontos).
 
Os analistas observaram pessimismo em duas variáveis: nível de emprego (91,1 pontos) e salários reais (53 pontos), que atingiu, mais uma vez, a menor pontuação. De acordo com a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral alcançou 115,3 pontos, uma variação negativa de 2,7% no otimismo em relação à pesquisa anterior.
 
Com periodicidade bimestral, o levantamento coletou no período de  maio a junho as expectativas de 130 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções. 
 
Sobre o comportamento futuro das variáveis, o levantamento aponta uma redução de 3,2% no otimismo dos analistas. Ainda conforme o estudo, as expectativas movem os agentes econômicos impactando, de forma positiva ou negativa, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.
 
Redação O POVO Online 
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