PUBLICIDADE
Notícias

Inflação deve cair um pouco mais até julho e agosto projeta BC

A inflação nas cinco regiões, que em abril de 2017 ficou em 4,8%, deve cair um pouco mais até julho e agosto

14:16 | 19/05/2017

A inflação nas cinco regiões, que em abril de 2017 ficou em 4,8%, deve cair um pouco mais até julho e agosto. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, que divulgou nesta sexta-feira, 19, em Fortaleza, o boletim regional do Banco Central. Segundo ele, ainda não é possível mensurar o impacto da crise política na economia deflagrada nos últimos dias, mas alguns indicadores como a melhora da safra agrícola verificada nas regiões Nordeste e Centro Oeste podem ajudar a equilibrar o índice.

“O quadro de incertezas ainda é muito recente, não dá para fazer uma avaliação dessas implicações. É preciso aguardar um pouco mais. Mas o quadro que mostrei da economia vem em grande parte da parte da oferta da boa safra agrícola nas regiões Nordeste e Centro Oeste e este vetor de crescimento está sujeito ao ciclo, os demais reflexos sobre a economia regional não é possível afirmar”.

Este ano, a produção de grãos no Nordeste deverá aumentar 89,1% no ano, puxada, pelos resultados expressivos das culturas de milho, feijão e soja em função do cenário de aumento das chuvas. No centro-oeste, região em que a produção agrícola tem maior peso, a previsão é de alta de 33,9%.

Além da desinflação dos alimentos, fatores como o alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego também favorece a desaceleração da inflação.

 

Antes das notícias da delação da JBS envolvendo o presidente da República, Michel Temer, o cenário era de retomada da atividade econômica e de recuo das taxas de inflação. Em abril de 2016, o Brasil tinha uma inflação de 9,28%.

Maciel destaca que esta inflexão vem ocorrendo tanto nos preços livres, que registraram queda de 8,83 para 4,05 no comparativo de abril 2016 e 2017, quanto nos preços monitorados, que recuou de 10,25 para 4,25 no mesmo período. “Por onde quer que se olhe se vê que o processo desinflacionário é robusto e não se dá por um fator pontual ou passageiro”

TAGS