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Greve nos Correios se estende pelo oitavo dia sem resolução

Nesta quinta-feira, está prevista uma reunião entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e o presidente dos Correios, Guilherme Campos

11:20 | 04/05/2017
A greve dos Correios continua pelo oitavo dia nesta quinta-feira, 4, devido à dificuldade de negociações entre a companhia estatal e os representantes sindicais dos trabalhadores. Até o momento, somente os estados do Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul continuam fora da greve.
 

Nesta quinta-feira, está prevista uma reunião entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e o presidente dos Correios, Guilherme Campos. Na véspera, a reunião entre a estatal e os sindicatos no Tribunal Superior do Trabalho (TST) não obteve êxito e terminou sem acordo.
 

De acordo com os Correios, a greve gera uma perda de em torno de R$ 6,5 milhões por dia aos cofres da estatal. Segundo a Fentect, a paralisação envolve carteiros, atendentes, administrativos, técnicos e trabalhadores de nível superior.
 

Os Correios afirmam que a greve se centra mais na área operacional, sendo que quase 90% do efetivo total no Brasil está trabalhando.
 

Os trabalhadores dos Correios de greve reividicam a retirada da mediação do TST sobre os planos de saúde, revogação da suspensão das férias, discutir a situação econômica da empresa, melhorias na atividade interna, suspensão das ameaças de demissão motivada e privatização, suspensão do fechamento das 250 agências e a criação de comissão com a participação dos trabalhadores para tratar sobre o tema.
 

Na última sexta-feira, os Correios disseram que as faltas dos funcionários em paralisação serão descontadas.
 

Crise
 

Os Correios atravessam uma difícil crise econômica e medidas para cortar despesas e melhorar a lucratividade da estatal estão sendo discutidas. Nos últimos dois anos, a empresa apresentou prejuízos que totalizam R$ 4 bilhões. Desse total, 65% correspondem a despesas de pessoal.
 

No ano passado, a estatal anunciou um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Os Correios ainda planejam fechar cerca de 200 agências neste ano, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.
 
 
 
Redação O POVO Online 
 
 
 
 
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