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Banco Central diz que monitora os mercados e atuará para manter funcionalidade

A autoridade monetária do País afirmou que continuará focada nos objetivos tradicionais

09:29 | 18/05/2017
O Banco Central (BC) informou, em nota, nesta quinta-feira, 18, que está monitorando o impacto das informações divulgadas pela imprensa e atuará para manter a plena funcionalidade dos mercados.
 

Ne véspera, foi divulgada informação de que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, teria gravado o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.
 

"Esse monitoramento e atuação têm foco no bom funcionamento dos mercados. Não há relação direta e mecânica com a política monetária, que continuará focada nos seus objetivos tradicionais", disse o BC.
 

Na última noite, a Presidência da República divulgou nota na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha".
 
 
A nota diz que o presidente "não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."
 
 
Ações brasileiras caem no exterior

As ações brasileiras negociadas em Nova York caíram após notícias de que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, teria gravado o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
 

Para Leandro Ruschel, diretor da Liberta Global, escola internacional de investidores do Grupo L&S, Leandro Ruschel, essa movimentação sugere que haverá forte queda nas ações na Bolsa de Valores brasileira no pregão desta quinta-feira, 18, além de forte alta no dólar.
 
 
De acordo com Ruschel, no after-market dos Estados Unidos, período de negociações após o horário regular do pregão, ações brasileiras apresentaram baixas de mais de 10%. O EWZ, fundo que reúne as principais ações brasileiras negociadas no exterior, fechou com uma queda de 14%, informou Ruschel.
 
 
Segundo o especialista, o mercado precifica o aumento “brutal” da incerteza com os desdobramentos dos fatos políticos brasileiros. Em relação à reforma da Previdência, que é uma condição necessária para equilibrar as contas públicas, com esse cenário fica inviável a aprovação, avaliou Ruschel.
 
 
Tesouro divulga nota
 

O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira nota informando que "permanece monitorando os impactos decorrentes dos fatos políticos mais recentes, e adotará as medidas necessárias para assegurar a plena funcionalidade e a adequada liquidez dos mercados".
 
 
Agência Brasil 

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