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Varejo cai 6,4% no acumulado de 2016

A queda aconteceu no acumulado de janeiro a novembro do último ano em comparação ao mesmo período de 2015
13:48 | Jan. 10, 2017 Autor - Tipo Notícia
As vendas do comércio varejista do país fecharam novembro com crescimento de 2% em relação a outubro, na série livre de influências sazonais, interrompendo uma sequência de quatro taxas negativas consecutivas e que levou o setor a fechar o período janeiro-novembro com queda de 6,4%, na comparação com o mesmo período de 2015.

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados, nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, em novembro, a receita nominal do setor cresceu 0,9% frente a outubro.

Já no resultado acumulado de janeiro a novembro, a receita nominal do varejo cresceu 4,8%, frente ao mesmo período de 2015.

O IBGE ressalta que a variação positiva do volume de vendas em novembro compensou parte da perda acumulada pelo setor de 2,3% de julho a outubro, contribuindo para interromper a trajetória de queda no indicador de média móvel trimestral, de 0,3% observada desde maio de 2016.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de vendas caiu 3,5% em relação a novembro de 2015, a vigésima taxa negativa seguida nesse tipo de comparação. Ainda assim, foi o recuo menos acentuado desde os -2,7% de junho de 2015.

Assim, os resultados permanecem negativos para o volume de vendas. Além dos -6,4% do ano, o acumulado dos últimos doze meses fechou negativo em 6,5%.

Varejo ampliado tem saldo positivo

Os dados divulgados pelo IBGE indicam, ainda, que no comércio varejista ampliado (que inclui, além do varejo, veículos, motos, partes e peças de material de construção) as variações sobre o mês imediatamente anterior também foram positivas.

O volume de vendas cresceu 0,6% e a receita nominal 0,3%, na série livre de influências sazonais. E nas comparações que envolvem o ano anterior (série dessazonalizadas), o volume de vendas apresentou resultados negativos com quedas de 4,5% em relação a novembro de 2015, de 8,8% no acumulado do ano e de 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses.

Já a receita nominal acusou crescimento de 1,7% sobre novembro de 2015, mas fechou em queda nos períodos janeiro-novembro e nos últimos 12 meses: -0,6% e -0,8%, respectivamente.

Por atividades

O crescimento de 2% nas vendas do comércio varejista de outubro para novembro deste ano significa resultados positivos em cinco das oito atividades pesquisadas. O principal destaque veio do avanço de 0,9% em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; seguido pelos 7,2% de outros artigos de uso pessoal e doméstico e pelos 2,1% de móveis e eletrodomésticos. O setor de equipamentos de escritório, informática e comunicação cresceu 4,3%.

Na outra ponta, entre as atividades com redução no volume de vendas, entre outubro e novembro, aparecem tecidos, vestuário e calçados (-1,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,4%).

Resultados positivos em 23 estados

O crescimento de 2% nas vendas do comércio varejista, entre outubro e novembro do ano passado (série com ajuste sazonal) reflete resultados positivos em 23 das 27 unidades da federação, com as maiores taxas de variação sendo observadas em Tocantins (6%) e Paraíba (3,8%). Alagoas e Roraima, ambos com taxas de -0,9%, são os estados com recuos mais acentuados.

Frente a novembro de 2015, série sem ajuste sazonal, o comércio varejista registrou queda em 21 dos 27 estados para o volume de vendas, com destaque para Pará (-13,7%). Paraíba (11%) apresentou o maior aumento do volume das vendas em novembro.

No comércio varejista ampliado, 23 unidades da federação apresentaram variações negativas na comparação com novembro do ano passado. Em termos de volume de vendas, destacaram-se Pará (-14,2%) e Paraíba (3,2%). Os estados com maior impacto negativo foram São Paulo (-5,1%) e Rio de Janeiro (-7,4%).
 
Agência Brasil 
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Nordestinos são os que mais compram cuscuz nos apps de comida no Brasil

DEMANDA
2021-07-29 22:50:00 Autor Rede Nordeste Tipo Notícia

O cuscuz é uma tradição no Nordeste. Mas além de ser preparado nas casas, o prato tem demanda grande pelos aplicativos de delivery de alimentos. Uma pesquisa da 99 Food em parceria com o Instituto Ipsos e Datafolha aponta que, na região, os pedidos para consumo tanto no café da manhã quanto no almoço e jantar (com acrescido de carne ou outra proteína) totalizam 22% da preferência dos clientes. A marca é muito maior que a média nacional, de 6%.

O fenômeno está ligado à disposição dos nordestinos em consumirem produtos regionais. Das cinco regiões do Brasil, é o Nordeste que mais regionaliza seus pedidos de alimentos. Segundo o estudo, 83% dos entrevistados têm o costume de comer pratos típicos de seus estados. O Nordeste também se destaca como a região com a mais forte ligação com sua cultura gastronômica (93%), seguida da região Sul (87%).

Dos participantes da pesquisa, 41% consideram que consumir pratos locais é uma forma de valorizar a cultura de sua região, enquanto 29% entendem que a comida local os conecta com seus familiares.

A demanda por consumo de comida típica caseira aumentou nos apps de delivery de comida. Considerada uma forma de valorização da cultura gastronômica e de conexão com as memórias afetivas familiares, a comida regional é valorizada por 83% dos brasileiros.

A utilização dos aplicativos de delivery

Na pandemia, 64% dos brasileiros passaram a utilizar apps de entrega de comida. Num recorte por idade, os idosos tiveram um incrementos de 80%. Mais de 60% dos brasileiros pretendem manter os pedidos mesmo quando o cenário for normalizado.

O ticket médio do consumidor de apps de delivery é de R$ 27,50. A classe C, juntamente com a A/B aumentou o uso de apps de delivery em cerca de 60%.

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O POVO lança mudanças no portal, que fica mais rápido e moderno

Jornalismo
2021-07-29 22:50:00 Autor Tipo Notícia

O POVO estreia inovações no portal, que fica mais ágil e moderno, nesta quinta-feira, 29. O foco é a melhoria da performance e da experiência do usuário na navegação das páginas. Com um design reformulado, o portal apresenta novidades na tipografia, nas cores e nos elementos visuais. Além disso, e sobretudo, a mudança evidencia o aperfeiçoamento do carregamento das páginas e do conforto na leitura para o público.

O projeto de desenvolvimento foi feito para que o site seja lido mais rápido pelos navegadores e que a página carregue de modo mais célere – sob as melhores estratégias de otimização para os mecanismos de busca, o SEO. Mais espaços em branco e menos cores ajudam a retirar a poluição visual e a ter mais contraste na leitura.

 

 

“Não é só uma alteração no design. O foco é o cuidado em melhorar a performance do portal e levar melhor experiência de leitura para o usuário. A página interna passa a ser centralizada, pois o protagonismo aqui é o conteúdo. As imagens têm mais destaque, e os elementos estão respirando mais nas páginas. As mudanças estão sendo lançadas hoje, mas a gente continuará inovando com frequência”, afirma Brenda Câmara, gerente de produtos e UX.

Os estudos para a execução das mudanças foram iniciados em 2019, com o diagnóstico do que precisava ser transformado e as pesquisas para as alterações. Brenda Câmara, que executou o projeto junto com o UI/UX designer Matheus Sales, conta que este é o início de um processo de mudanças que serão constantes.

A marca do O POVO não foi alterada, mas recebeu modificações nas cores – com um tom de azul específico, mais forte. A página inicial do portal, com a disposição das chamadas de forma dinâmica, ganha mais movimento. A seção de notícias mais lidas muda de local, e a barra dos colunistas tem novo desenho, destacando os artigos.

Não há mais diferença de cores entre as editorias. Assim, o realce vai para a paleta de azul, para reforçar a cor do O POVO. O player da Rádio O POVO CBN está disponível também na home; assim, o usuário pode acompanhar a rádio enquanto consome as notícias do portal.

Brenda Câmara, que participou do projeto anterior do portal, há cinco anos, avalia que este é um marco para a página. “O POVO permanece responsivo no mobile (no acesso pelos dispositivos móveis), com uma diferença de layout e tipografia própria. Outras grandes mudanças serão sentidas depois. O mais importante é a nova experiência de conteúdo para o leitor. Estamos todos muito felizes com o resultado”, diz Brenda, que é bacharel em Design.

Mudança no nome

O editor de Cotidiano, o jornalista Érico Firmo, reforça a simplicidade e a organização das matérias sobre o mesmo assunto. De acordo com ele, está mais fácil e intuitivo navegar entre conteúdos do mesmo tema. “Nosso objetivo é tornar o portal mais simples, organizado, com visual mais limpo e bonito. O objetivo final é apresentar e organizar melhor a informação para quem nos acessa e deixar mais fácil e prazeroso encontrar as informações”, frisa o jornalista.

Outra mudança lançada agora é o nome, que deixa de ser portal “O POVO Online” e passa a adotar o nome da marca, portal O POVO. Érico Firmo explica que já não fazia mais sentido usar o “online” como uma nova mídia – no caso do O POVO, há duas décadas.

O portal O POVO não é uma mídia, como impresso, rádio, revista ou TV. “É um porta-aviões onde estão todas as mídias e linguagens. E tudo isso é O POVO. O público assim já nos reconhece há muito tempo. É O POVO, independentemente do formato e da plataforma. Estamos materializando algo que já é realidade para quem nos acessa. Já somos e sempre seremos O POVO, e o leitor sabe disso. Na perspectiva de simplificar, o portal é apenas O POVO. Isso já é muita coisa”, constata Érico.

SERVIÇO

Confira o portal O POVO renovado, mais rápido e moderno em www.opovo.com.br

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Ceará tem 17,36% da população vacinada contra a Covid-19

VACINÔMETRO
2021-07-29 22:48:00 Autor Mirla Nobre Tipo Notícia

O Ceará tem um total de 1.595.174 pessoas que completaram a imunização contra a Covid-19 (duas doses de AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer ou dose única da Janssen). A quantidade equivale a 17,36%* da população, de um total de 9,1 milhões de pessoas que residem no Estado. Em relação à primeira dose (D1), 3,8 milhões de pessoas receberam a vacina, contabilizando 41,60% da população do Estado. Ceará aplicou mais de 5,4 milhões de doses da vacina contra a doença em seis meses da campanha de vacinação contra a doença.

As informações são da plataforma Vacinômetro, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), consolidadas às 17 horas dessa quarta-feira, 28. Já as estimativas da quantidade populacional são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A plataforma ainda mostra que, nas últimas 24 horas, 10 mil pessoas receberam a D1, 15 mil a D2 e 430 a dose única.

LEIA MAIS | Xepa de vacina contra Covid-19 existe em Fortaleza? Saiba como o processo funciona

+ Covid: Variante Delta é identificada em viajantes que chegaram a Fortaleza

No levantamento dos imunizantes que chegaram ao Ceará, por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, mais de seis milhões de vacinas foram entregues ao Estado e foram distribuídas aos 184 municípios. A população vem sendo contemplada com doses das vacinas CoronaVac/Instituto Butantan, AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Janssen/Johnson&Johnson — esta última utiliza apenas uma dose de aplicação para imunização contra o vírus.  

Confira os números da vacinação no Ceará

Total de doses aplicadas: 5.417.527
Total de D1 aplicadas: 3.822.110
Total de D2 aplicadas: 1.447.330
Total de doses únicas aplicadas: 148.087

LEIA TAMBÉM | Municípios cearenses estão aplicando a 2ª dose da AstraZeneca antes do prazo máximo de 90 dias

Campanha de vacinação

Na campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado, todos os municípios cearenses já começaram a vacinar a população em geral. A nova etapa da campanha acontece de forma escalonada por ordem decrescente de idade, a partir dos 59 anos. Para receber a vacina, as pessoas devem estar devidamente cadastradas na plataforma Saúde Digital, da Sesa.

LEIA MAIS | Perdeu data da segunda dose da vacina contra Covid? Saiba onde ser imunizado

+ Passo a passo: como se cadastrar para a vacinação contra a Covid-19 no Ceará

Além do público em geral, as pessoas incluídas nos grupos prioritários das fases 1, 2, 3 e 4, do PNI, estão recebendo os imunizantes contra o coronavírus em paralelo. Dentre as categorias, estão: trabalhadores da saúde, idosos, indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades, grávidas, puérperas, pessoas portadoras de deficiência, moradores de rua, trabalhadores da educação, profissionais do transporte coletivo rodoviário, metroviário, aéreo, aquaviário, portuários entre outros.

Em Fortaleza, quem perdeu o agendamento para vacinação contra Covid-19 deve esperar por um novo dia de repescagem. As datas são divulgadas pela Prefeitura da Capital. A orientação da Prefeitura é que as pessoas acompanhem as redes sociais da gestão para saber quando será o agendamento para repescagem da primeira dose (D1). No entanto, a medida não é para todos.

Os moradores de que tenham idade igual ou superior a 45 anos e perderam o agendamento não mais precisarão aguardar a repescagem para se vacinarem. Eles poderão se dirigir a qualquer unidade de imunização na Capital para serem imunizados. A medida foi anunciada pelo prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), por meio das redes sociais, no último domingo, 18.

Veja os números de vacinados por grupo prioritário no Estado**

- Profissionais de Saúde (fase 1)

Dose 1 (D1): 259.285 (102%*)
Dose 2 (D2): 210.051 (81%)
Dose Única (DU): 1.253

- Idosos institucionalizados (fase 1)

Dose 1 (D1): 2.259 (111%)
Dose 2 (D2): 2.189 (108%)
Dose Única: 0

- Indígenas (fase 1)

Dose 1 (D1): 19.468 (95%)
Dose 2 (D2): 19.185 (94%)

- Idosos > 75 anos (fase 1)

Dose 1 (D1): 375.329 (108,86%)
Dose 2 (D2): 359.376 (104,24%)
Dose Única: 95

- Deficientes institucionalizados (fase 1)

Dose 1 (D1): 559 (148,28%)
Dose 2 (D2): 534 (138%)
Dose Única: 0

- Idosos entre 70 e 74 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 238.230 (107,28%)
Dose 2 (D2):216.966 (97,87%)
Dose Única (DU): 93

- Idosos entre 65 e 69 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 270.424 (98,08%)
Dose 2 (D2): 254.139 (92,17%)
Dose Única (DU): 93

- Idosos entre 60 e 64 anos (fase 2)

Dose 1 (D1): 334.709 (99%)
Dose 2 (D2): 244.482 (67%)
Dose Única: 528

- Povos e comunidades quilombolas (fase 2)

Dose 1 (D1): 14.858 (100%)
Dose 2 (D2): 12.550 (81%)
Dose Única: 0

- Trabalhadores da Força de Segurança, Salvamento e Forças Armadas (fase 2)

Dose 1 (D1): 32.619 (111%)
Dose 2 (D2): 8.044 (27%)
Dose Úncia: 49

- Gestantes, Puérperas e Comorbidades (fase 3)

Dose 1 (D1): 51.325 (89%)
Dose 2 (D2): 10.813 (19%)

- PCD e Comorbidades (Fase 3)

Dose 1 (D1): 416.470 (81%)
Dose 2 (D2): 48.085 (9%)
Dose Única: 637

- Trabalhadores da Educação (Fase 4)

Dose 1 (D1): 174.799 (97,76%)
Dose 2 (D2): 1.836 (1%)
Dose Única: 264

- Trabalhadores Portuários (Fase 4)

Dose 1 (D1): 2.966 (132%)
Dose 2 (D2): 22
Dose Única: 1

- Trabalhadores Transporte Aéreo (Fase 4)

Dose 1 (D1): 1.608 (95%)
Dose 2 (D2): 141
Dose Única: 4

*A Sesa destacou que os dados oscilam negativamente em relação aos dias anteriores por consequência de ajustes nas planilhas enviadas pelos municípios.

**As porcentagens da vacinação da população cearense são definidas com base em metas estabelecidas pela Secretaria Estadual da Saúde do Ceará (Sesa) para cada público prioritário. As taxas de aplicação correspondem às doses que já foram distribuídas. Mediante o envio de lotes de vacinas pelo Ministério da Saúde (MS), as doses dos imunizantes são distribuídas aos municípios proporcionais às estimativas populacionais de cada grupo prioritário (meta).259.285

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Dez municípios estão em nível de alerta "novo normal" para Covid-19; entenda o cenário

PANDEMIA
2021-07-29 22:45:28 Autor Mirla Nobre Tipo Notícia

Diante da queda dos indicadores da Covid-19 e o começo do controle da doença no Ceará, 10 municípios atingiram o nível de alerta “novo normal” para o novo coronavírus, o mais baixo da pandemia. As cidades que se encontram nesse cenário são: Salitre, Ereré, Monsenhor Tabosa, Ararendá, General Sampaio, São Luís do Curu, Amontada, Meruoca, Coreaú e Barroquinha. As informações são da plataforma IntegraSuS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), consolidadas às 16h10min desta quinta-feira, 29, e correspondem às semanas epidemiológicas (SE) 28 e 29, entre 11 a 24 de julho.

Entre os fatores para a menor classificação do nível de alerta para a doença, os municípios apresentam ocupação de leitos de UTI menor que 70%, taxa de letalidade menor que 1 e percentual de positividade dos testes RT-PCR menor que 25%. No município de Amontada, por exemplo, localizado a 174 quilômetros de Fortaleza, o percentual de leitos ocupados corresponde a 48%. Nas últimas duas semanas epidemiológicas, dos 10 municípios no “novo normal”, seis registraram taxa de positividade de exames em 0%. Acima desse valor, ficaram apenas Barroquinha, Coreaú, São Luís do Curu e Amontada, com taxa de 15,4%, 15,8%, 19,9% e 20,6%, respectivamente, de exames positivos para a doença.

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De acordo com a epidemiologista e professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lígia Kerr, o nível apresentado significa que há uma circulação baixa do vírus nas regiões, mas que a expressão “novo normal” requer atenção com o possível relaxamento dos cuidados contra a doença. “O 'novo normal' não significa que agora vamos eliminar a máscara ou iniciar aglomeração. Não podemos entender a situação dessa forma, caso contrário, a chance que os indicadores possam crescer novamente é muito alta”, destaca.

Sobre os fatores que classificam esse nível, a especialista comenta que há uma crítica sobre os determinados percentuais. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o ideal seria que a taxa de testagem fosse abaixo de 5%. Esses níveis que estão sendo classificados como padrão deveriam ser mais baixos, baseados em padrões da OMS. Além disso, muitos gestores têm usado as taxas de UTI como indicador ou parâmetros para, por exemplo, reabertura da economia. No entanto, alguns desses parâmetros estão bem altos”, aponta Lígia.

A classificação dos 10 municípios cearenses no nível mais baixo de alerta para a Covid-19 pode ser considerado o começo de um cenário positivo da doença no Estado. Para que eles possam continuar a longo prazo nessa classificação, a epidemiologista orienta que é necessário manter os cuidados contra a doença e evitar algumas medidas. “Evitar abertura de eventos com aglomeração de pessoas e manter o uso de máscaras são essenciais. Outras medidas são de implementar a testagem dos suspeitos e rastrear os possíveis contatos para impedir a disseminação da doença”, ressalta a especialista.

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Níveis de alerta

Ao todo, quatro níveis são apresentados para indicar a situação de cada região na pandemia da Covid-19: nível baixo ou novo normal, nível moderado, nível alto e nível altíssimo. Para classificar os municípios em cada nível, a Sesa analisa o índice de ocupação de leitos, as taxas de letalidade da doença e o percentual de positividade dos exames de diagnóstico.

No nível altíssimo, é considerado a taxa de ocupação dos leitos maior que 95%; taxa de letalidade maior que 3%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 maior que 75%; No nível alto, é taxa de ocupação dos leitos entre 80,1% e 95%; taxa de letalidade entre 2% e 3%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 50% e 75%. Já no moderado, a taxa de ocupação dos leitos fica entre 70% e 80%; taxa de letalidade entre 1% e 2%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 25% e 49,9%.

No Ceará, além dos municípios que atingiram o nível mais baixo de alerta para o novo coronavírus, ainda há cidades que possuem percentuais preocupantes. O Estado possui 77 cidades com o nível "altíssimo" da doença, 58 em nível “alto” e 40 em nível “moderado”. Em Fortaleza, o índice se encontra no nível alto da doença, a Capital possui taxa de ocupação de leitos de UTI em 48% e taxa de positividade em 9,2%. O índice mais preocupante está na taxa de letalidade da doença, no qual a cidade possui 2,7%, referente às duas últimas semanas epidemiológicas.

Veja quais municípios estão em cada nível de alerta para a Covid-19:

Nível Altíssimo

Abaiara
Aiuaba
Altaneira
Alto Santo
Aracati
Aratuba
Assare
Baixio
Banabuiú
Barbalha
Barreira
Barro
Baturité
Beberibe
Boa Viagem
Canindé
Capistrano
Caririacu
Carnaubal
Catarina
Catunda
Caucaia
Cedro
Choró
Chorozinho
Crato
Deputado Irapuan Pinheiro
Forquilha
Fortim
Granjeiro
Groaíras
Guaiúba
Guaramiranga
Horizonte
Ibicuitinga
Ipaporanga
Iracema
Itaicaba
Itaitinga
Itapipoca
Itapiúna
Itatira
Jardim
Jati
Jucás
Madalena
Maranguape
Mauriti
Milagres
Milha
Missão Velha
Morada Nova
Mulungu
Nova Olinda
Nova Russas
Ocara
Orós
Pacajus
Pacujá
Paracuru
Parambu
Pedra Branca
Pereiro
Piquet Carneiro
Porteiras
Potiretama
Quixeramobim
Quixeré
Russas
Saboeiro
Sobral
Trairi
Umari
Uruburetama
Uruoca
Vicosa Do Ceara

Nível Alto

Acopiara
Antonina Do Norte
Aracoiaba
Araripe
Bela Cruz
Campos Sales
Cariré
Cariús
Cascavel
Croata
Cruz
Farias Brito
Fortaleza
Graça
Hidrolândia
Ibiapina
Icapuí
Ico
Iguatu
Independência
Ipaumirim
Ipu
Ipueiras
Itapajé
Jaguaribara
Jaguaribe
Jijoca De Jericoacoara
Juazeiro Do Norte
Lavras Da Mangabeira
Limoeiro Do Norte
Martinópole
Miraíma
Mombaca
Morrinhos
Novo Oriente
Paraipaba
Penaforte
Pentecoste
Pindoretama
Pires Ferreira
Potengi
Quixelô
Reriutaba
Santana Do Acaraú
Santana Do Cariri
Santa Quitéria
São Benedito
São João Do Jaguaribe
Senador Pompeu
Senador Sá
Solonópole
Tarrafas
Tauá
Tejucuoca
Tianguá
Ubajara
Umirim
Várzea Alegre

Nível Moderado

Acarape
Acaraú
Alcântaras
Apuiarés
Aquiraz
Arneiroz
Aurora
Brejo Santo
Camocim
Caridade
Chaval
Crateús
Eusébio
Frecheirinha
Granja
Guaraciaba Do Norte
Ibaretama
Iraucuba
Itarema
Jaguaretama
Jaguaruana
Maracanaú
Marco
Massapê
Moraújo
Mucambo
Pacatuba
Pacoti
Palhano
Palmácia
Paramoti
Poranga
Quiterianópolis
Quixadá
Redencao
São Gonçalo Do Amarante
Tabuleiro Do Norte
Tamboril
Tururu
Varjota

Nível Baixo “Novo Normal”

Amontada
Ararendá
Barroquinha
Coreaú
Ereré
General Sampaio
Meruoca
Monsenhor Tabosa
Salitre
São Luís do Curu

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Ceará confirma primeiros casos da variante Delta

AEROPORTO
2021-07-29 22:45:00 Autor Ana Rute Ramires Tipo Notícia

O Ceará confirmou os primeiros casos da variante Delta nessa quinta-feira, 29. Confirmações são de quatro passageiros que chegaram ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. São três mulheres e um homem, com idades entre 22 e 26 anos, moradores de Fortaleza (dois), Caucaia e Itapipoca. Todos vieram do Rio de Janeiro, em três voos diferentes, entre os dias 19 e 21 de julho.

No momento em que tiveram diagnóstico positivo pelo teste rápido, ainda no aeroporto, os quatro foram orientados a cumprirem isolamento. Eles estão sendo monitorados Vigilância Epidemiológica do Estado e pelas respectivas secretarias municipais de Saúde.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) buscam os passageiros e tripulantes das três aeronaves dos seguintes voos: voo GOL 2021 de 19/07; voo LATAM 3383 de 20/07; voo AZUL 4763 de 21/07.

Todos os passageiros e tripulantes que estiveram em um desses voos são convocados a entrar imediatamente em contato com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/CE) pelo telefone (85) 98724 0455 (das 9 às 17 horas) ou comparecer para realização do exame RT-PCR no Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), que está de posse da listas dos viajantes.

Todos que estiveram nos voos em que estavam os passageiros devem ficar em quarentena de 14 dias contados a partir da data de desembarque. Além de ficar em quarentena, os quatro diagnosticados farão novos exames para medir carga viral, potencial de transmissão e estudo de anticorpos.

Os testes foram feitos pela Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ceará em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e o Lacen.

A Sesa também anunciou a ampliação das coletas por amostragem no Centro de Testagem para Viajantes do Aeroporto de Fortaleza de 5% para 20% dos passageiros de voos oriundos dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Além disso, as barreiras sanitárias serão ampliadas para rodoviárias de Fortaleza e do Interior.

Outras mutações da cepa do coronavírus foram identificadas nas 17 amostras coletadas no Aeroporto de Fortaleza e analisadas pela Fiocruz, como a Gama, também identificada como P1, encontrada inicialmente em Manaus.

Em junho, 224 amostras de casos suspeitos de Covid-19 no Estado foram encaminhadas à Fiocruz para sequenciamento genômico. Destas, 148 foram confirmadas como P1 (66,1%); outras 76 amostras (33,9%) são variantes de outras linhagens.

 

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