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Economia informal é maior que o PIB do Nordeste

Enquanto o mercado informal representa 16,3% da economia do País, a Região Nordeste detém 12,3% da soma total das riquezas do Brasil. Informalidade também supera PIB das Regiões Norte e Centro-Oeste

14:20 | 05/12/2016
Economia informal cresce pelo segundo ano consecutivo no País e já representa 16,3% do Produto Interno Bruto (PIB), número que é maior do que o indicador das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Os dados divulgados pertencem à pesquisa realizada pelo Instituto de Ética Concorrencial (ETCO) em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE). A informalidade, a pirataria e a sonegação ganham espaço no atual cenário de crise econômica que atravessa o Brasil.

De acordo com o estudo, em 2016, o mercado informal movimentou R$ 983 bilhões, o  correspondente a 16,3% do PIB brasileiro. Foi um aumento de apenas 0,1%, mas que confirma a tendência de crescimento verificada no último ano.

Em uma comparação com o desempenho econômico das cinco regiões, a economia informal tem um porcentual de participação superior ao das regiões Norte (5,8%), Nordeste (12,3%) e Centro-Oeste (9,5%). Com o número de 16,3%, o indicador está muito próximo do PIB da região Sul, que no estudo de 2013 representava 16,9% do produto interno bruto.

O Presidente Executivo do ETCO, Edson Vismona, afirma que o combate à informalidade deve ser um esforço constante por parte das autoridades e da própria sociedade. “A economia informal tem impacto sobre toda a sociedade, na medida em que não há pagamento de tributos. Todos os investimentos ficam comprometidos e, além disso, se cria um ambiente propício à transgressão e à criminalidade.”

O pesquisador do FGV/IBRE Fernando de Holanda Barbosa Filho, responsável pelo estudo, explica que a duração da crise macroeconômica leva a economia informal a continuar crescendo. “A crise econômica interrompeu o processo de formalização da economia brasileira, reduziu o número de empresas, empregos formais e reduziu o pagamento de impostos. A crise profunda que afeta toda a economia provocou aumento da informalidade mesmo com os mecanismos que estimularam a maior  formalização da economia ainda em vigor.” Para o pesquisador, a retomada do crescimento deve proporcionar um retorno para a tendência de queda do índice. No entanto, até que isso aconteça, a economia subterrânea deve crescer.
 
Redação O POVO Online 
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