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Consórcio que administra Galeão poderá buscar novos sócios

Representantes da Changi, asseguraram ao ministro da Fazenda o compromisso de investir no Brasil no longo prazo e ajudar a pagar a outorga de R$ 19 bilhões em 25 anos

08:36 | 18/10/2016

O consórcio Rio-Galeão, que administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, poderá buscar novos sócios, disse na segunda-feira, 17, o presidente da sociedade, Luiz Rocha. Após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ele admitiu a possibilidade de que um novo investidor substitua a Odebrecht, caso ela decida vender sua participação no consórcio.

“Existe sempre a possibilidade de buscar novos sócios. Estamos sempre em conversa com alguns. A Changi tem participação acionária em outros aeroportos fora de Cingapura e tem relacionamento com investidores de primeira linha. E a ideia é trazer alguns deles para o Galeão”, declarou Rocha ao sair do encontro.

Em relação a uma eventual substituição da Odebrecht, o presidente do consórcio disse que a Changi, que administra o aeroporto de Cingapura e é sócia do Galeão, está conversando com potenciais investidores. Segundo Rocha, o ambiente para investimentos estrangeiros no Brasil está mais tranquilo que há alguns meses, mas ele não entrou em detalhes.

Na reunião, representantes da Changi, asseguraram ao ministro da Fazenda o compromisso de investir no Brasil no longo prazo e ajudar a pagar a outorga de R$ 19 bilhões em 25 anos. Com a concessão para a iniciativa privada, o consórcio Rio-Galeão ficou com 51% do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Os 49% restantes continuaram com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Da fatia de 51% da iniciativa privada, 60% (30,6 pontos percentuais) são da Odebrecht e 40% (20,4 pontos percentuais) pertencem à Changi. Cada parcela da concessão, a ser paga em 25 anos, equivale a R$ 930 milhões. A primeira prestação foi paga no ano passado, mas a segunda, que venceria em abril, teve o pagamento adiado para dezembro por problemas no empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por causa da decisão do banco de suspender empréstimos para empresas acusadas pela Operação Lava Jato, o BNDES não aprovou o empréstimo de R$ 1,5 bilhão e mais R$ 400 milhões em debêntures (tipo de título privado) para o consórcio Rio-Galeão. Segundo Rocha, os sócios do Aeroporto Internacional Tom Jobim estão trabalhando para quitar a parcela até o fim do ano. “Estamos em tratativas com o BNDES e conversando com o governo. Acreditamos que deveremos chegar a uma solução a contento para todos”, disse.

 

Agência Brasil 

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