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Brasil perde espaço para a China nas exportações de soja em setembro

A escassez de oferta e preços elevados para oferecer aos importadores dificultam a situação para o mercado brasileiro de soja

11:48 | 24/10/2016
As importações de soja brasileira pela China tiveram queda de 27% em setembro, com o espaço sendo ocupado pelo grão dos Estados Unidos, que está mais competitivo, apontaram nesta segunda-feira dados da Administração Geral de Aduanas da China.

O país asiático seguiu com suas compras no exterior praticamente estáveis no último mês,  com desembarques de 3,76 milhões de toneladas, recuo de 0,85% ante o mesmo mês de 2015.

O Brasil ainda foi o principal distribuidor de soja para o mercado chinês em setembro, desembarcando em solo asiático 3,76 milhões de toneladas. Porém, houve uma queda de 26,8% perante setembro de 2015, ou 1,37 toneladas.

Em uma mesma comparação, as importações de soja  dos Estados Unidos pela China passaram de irrisórias 201 toneladas em setembro de 2015 para 1,36 milhão de toneladas no último mês.

A colheita no Brasil já foi foi finalizada há alguns meses, porém a safra foi prejudicada pelas condições climáticas e uma valorização do real que não é vantajosa para as exportações. A escassez de oferta e preços elevados para oferecer aos importadores são outros agravantes diante da situação do mercado brasileiro de soja.

Já nos Estados Unidos, a colheita da safra 2016/2017 ainda está em andamento e o país conseguiu realizar volumosos negócios nos últimos meses com a ajuda de bons estoques e preços competitivos.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil obteve alta de 7,6% nas exportações para a China, com 35,5 milhões de toneladas. Os Estados Unidos têm volume acumulado de 17,5 milhões de toneladas, com alta de 2,9%.

Nos últimos nove meses, A china importou 61,2 milhões de toneladas, alta de 2,6%.
 
Redação O Povo Online com agências 
 
 
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