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O brasileiro está mais otimista em relação à situação política e econômica do País

Levantamento revela que cresceu para 25% os que consideram que a economia está na direção certa

09:52 | 05/08/2016

O brasileiro está mais otimista em relação à situação política e econômica do País, segundo mostra pesquisa trimestral da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), realizada pela TNS, empresa global de pesquisa de mercado.

O levantamento, realizado com 1 mil pessoas em todo o País, apontou que a fatia dos brasileiros que veem o futuro com pessimismo caiu para 6% no 2º trimestre deste ano, em comparação aos 12% do trimestre anterior. Entre os que estão otimistas, a porcentagem teve ligeiro aumento de 16% para 18%.

O menor pessimismo foi verificado na pesquisa, por exemplo, em relação à direção apontada para a economia depois das últimas medidas econômicas. A porcentagem dos que consideram que essas medidas estão erradas recuou para 20%, em comparação aos 32% do trimestre anterior, enquanto a fatia dos que veem o Brasil na direção econômica correta subiu de 22% para 25%.

O estudo constatou também queda de 38% para 33%, na variação trimestral entre os que acham haverá piora de sua situação financeira pessoal e que foi registrado recuo (de 36% para 31%) entre os que preveem que seu padrão de vida vai piorar.


Mais conscientes

 

Em relação à perspectiva de oferta de crédito, a fatia dos que esperam piora caiu de 62% no 1º trimestre para 57% no 2º. trimestre. Quanto ao crescimento econômico do Brasil, o levantamento revelou que a parcela dos que esperam piora caiu de 64% para 47% e para a taxa de juros, a previsão de piora recuou de 75% para 68%.

Além disso, os consumidores mostraram mais conscientes para tomar crédito, com disposição de fazer principalmente empréstimo consignado (37%), e também com propensão a economizar mais (87%).

O levantamento também mostrou que a tendência para fazer um financiamento cresceu na classe alta (em que a porcentagem subiu de 18% para 27%) e na  classe média (de 16% para 20%). Na classe de renda mais baixa, no entanto, a fatia dos que podem fazer empréstimos caiu de 15% para 13%.


Preocupação com inflação

 

Cresceu ainda a preocupação com a inflação: 28% acham que a prioridade da Presidência da República deve ser o combate à inflação, um salto em relação aos 18% do trimestre anterior. Além disso, 93% afirmam que a inflação impacta seu consumo e 89% reconhecem que a espiral dos preços influi na decisão de tomada de novos empréstimos.

Também aumentou de maneira acentuada a porcentagem dos que consideram que a prioridade deve ser a redução de juros (de 7% para 11%) e despencou os que consideram que a principal preocupação do governo deve ser a reforma política (de 35% para 23%).

 

Redação O POVO Online

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