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Liberação de compulsório não teria efeito com crédito baixo, avalia Le Grazie

13:40 | 05/07/2016
O indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC), Reinaldo Le Grazie, afirmou nesta terça-feira, 5, que a demanda de crédito está baixa atualmente e, neste caso, uma liberação de depósitos compulsórios para os bancos não necessariamente se converteria em crédito. "Hoje não tem demanda por crédito para que liberação de compulsório pudesse fazer sentido", disse durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado.

O indicado a diretor reconheceu ainda que o alto volume de crédito direcionado na economia tira a potência da política monetária sobre a inflação. Por outro lado, ele destacou que tanto a inflação quanto os juros são elevados no Brasil. "Precisamos ter credibilidade para baixar o nível e a instabilidade da inflação. Aí, se tudo der certo, conseguiremos ter estrutura de juros mais baixos no Brasil", disse.

A redução da inflação e de sua volatilidade também é importante para voltar a melhorar o perfil da dívida brasileira, disse Le Grazie. Diante da deterioração da economia e do aumento da taxa básica de juros, houve uma migração de títulos prefixados para pós-fixados. O tema também foi abordado pelo indicado a diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana de Carvalho.

"Acho que em boa medida essa composição acaba refletindo circunstâncias macroeconômicas como um todo. À medida que tenhamos estabilidade, teremos perfil melhor de divida", disse Viana.

Reservas

Le Grazie disse ainda que o Banco Central deve avaliar e discutir qual é o volume ideal para as reservas internacionais do País, à luz do custo dessas reservas. "É uma discussão que a gente provavelmente vai endereçar no futuro", disse.

Questionado por parlamentares, o indicado a diretor de Política Monetária reconheceu que os lucros de bancos são elevados, mas os retornos sobre patrimônio são equivalentes aos de outras empresas. "O importante é que sistema bancário está conseguindo navegar bem neste momento de inadimplência", disse.

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