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Lagarde, do FMI, alerta para diminuição da rede de correspondentes bancários

15:30 | 18/07/2016
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alerta que economias insulares e mercados emergentes sofrem com riscos crescentes de choques financeiros, uma vez que regulações custos e preferências de negócios estão levando bancos a terminar ou suspender ligações de correspondência com essas jurisdições menores.

Em discurso preparado para ser lido hoje, em um evento do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, Lagarde dirá que grandes bancos globais estão reavaliando seus modelos de correspondentes em países menores em meio a novas regulações e regras contra a lavagem de dinheiro, o que levou alguns a cortar laços com nações que são muito arriscadas ou não lucrativas.

"Grandes bancos estão se retirando pequenos países", disse, pedindo a reguladores que coletem mais dados e discutam a questão com as instituições. "Mesmo que as implicações globais dessas mudanças não seja visível agora, elas podem se tornar sistêmicas caso não sejam resolvidas."

Relações de correspondência bancária permitem que o dinheiro seja movimentado domesticamente ou através de fronteiras usando bancos, contas e moedas diferentes. Ao trocar informações entre afiliadas múltiplas, instruções podem ser enviadas para debitar dinheiro de um cliente na Nigéria, que possui conta em Nova York, para ser creditado a uma conta em São Paulo, por exemplo.

No entanto, após a crise, algumas dessas relações têm sofrido com interrupções ou outros problemas. Dados do FMI e do Banco Mundial mostram que mudanças na transferência de dólar afetaram exportadores de pequeno e médio porte em economias emergentes. Condições socioeconômicas em nações como Somália, Samoa, México e Filipinas, onde muitas famílias dependem de dinheiro enviado de familiares no exterior, também estão vulneráveis.

Segundo um relatório do FMI, a retirada de relações entre bancos comerciais tingiu um "nível crítico em alguns dos países afetados", e alertou que isso pode "prejudicar o financiamento e movimentação dos capitais através dos mercados, potencialmente minando a estabilidade financeira, inclusão, crescimento de economias emergentes. Fonte: Dow Jones Newswires.

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