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Desaceleração reforça previsão de 0,30% para IPC-S do fim do mês, diz Picchetti

11:30 | 18/07/2016
A desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na segunda leitura de julho para 0,41% reforça a previsão de 0,30% para o dado fechado do mês, afirmou nesta segunda-feira, 18, o coordenador do indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Paulo Picchetti. "A projeção de 0,30% parece que irá se confirmar, ao contrário do que pensávamos na semana passada", disse, ao referir-se ao avanço do IPC-S para 0,44% na primeira leitura do mês (ante 0,26% no fim de junho). Na primeira medição do mês, o grupo Alimentação deu um salto, ao atingir 0,82%, ante 0,07% no fechamento do sexto mês deste ano.

A expectativa de Picchetti é que o IPC-S de julho, cuja estimativa é de 0,30%, fique semelhante com o do sexto mês deste ano, que atingiu 0,26%. "Apesar do número parecido, há uma mudança clara de composição", disse. Agora, saem as influências de alta de tarifas públicas, especialmente por causa do alívio esperado em energia e água/esgoto, e entram as pressões de alimentos, disse. Em relação a julho de 2015 (0,82%), no entanto, o IPC-S deve acelerar.

Na percepção do economista, a classe de despesa de alimentos deve continuar pressionando o IPC-S de julho para cima, mas a aceleração tende a sofrer pouca alteração em relação à observada na segunda quadrissemana (últimos 30 dias terminados na sexta, 15).

Apesar do encarecimento de produtos como leite longa vida (de 15,08% ante 13,09%) e tomate (de 7,485 ante 3,71%) na primeira leitura do mês, ele pondera que outros itens já estão pressionando menos. É o caso do feijão carioca. Embora ainda esteja subindo forte, reduziu o ritmo de alta para 42,12% na primeira leitura do mês, após 47,37%. Já o mamão ficou 39,90% mais barato, depois de recuo de 34,07%. "A perspectiva é que esses dois itens ajudem ainda mais (a desacelerar) a inflação", estimou.

Já o grupo Habitação, do qual tarifas públicas fazem parte, deve arrefecer. "Fechou junho em 0,63% e agora está quase um terço disso", afirmou, ao referir-se à taxa de 0,26% do conjunto de preços de Habitação no IPC-S da segunda quadrissemana de julho. Da primeira para a segunda quadrissemana do mês, a taxa de água e esgoto residencial ficou positiva passou de 2,47% para 1,35%. Já a variação do item energia elétrica saiu de alta de 0,07% para declínio de 0,62% na segunda leitura de julho.

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