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Yellen aponta crescimento fraco dos EUA e juros baixos no longo prazo

11:50 | 21/06/2016
Após sete anos de crescimento abaixo do desejável nos EUA, a presidente do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano), Janet Yellen, começa a reconhecer que essa poderá ser uma situação de longo prazo na maior economia do mundo, fator que deverá pesar nas taxas de juros nos próximos anos.

Os obstáculos de longo prazo à expansão econômica dos EUA foram tema central de discurso feito hoje por Yellen no Senado, no primeiro de dois dias de depoimentos no Congresso norte-americano sobre a perspectiva econômica e política monetária.

O Fed, que na semana passada decidiu manter seus juros inalterados, volta a se reunir para rever a política monetária nos dias 26 e 27 de julho.

Em discurso de cinco páginas, Yellen afirmou que permanecem "incertezas consideráveis sobre a perspectiva econômica" dos EUA e previu que os gastos dos consumidores e investidores poderão titubear mais adiante. Além disso, o lento crescimento da produtividade poderá persistir, o que restringiria o avanço dos salários e a geração de renda, segundo a presidente do Fed.

Ainda no discurso, Yellen previu que as taxas de juros deverão continuar abaixo dos níveis de longo prazo "por algum tempo" e declarou que o Fed espera elevar os juros gradualmente "se os obstáculos diminuírem lentamente" mais adiante.

Yellen também comentou que a política monetária não tem um caminho predefinido e que o futuro dos juros dependerá dos eventos econômicos e financeiros. Ela destacou que os gastos com consumo aumentaram nos últimos meses e previu que as condições econômicas vão melhorar mais, mas notou que o ritmo de avanço no mercado de trabalho parece ter desacelerado.

Segundo Yellen, a cautelosa abordagem de política monetária permite ao Fed apoiar o crescimento econômico e é justificado pelo baixo patamar atual dos juros.

Yellen ressaltou também as vulnerabilidades da economia global. Ela previu que o plebiscito no Reino Unido poderá ter "repercussões econômicas significativas" e afirmou que a China continua apresentando "desafios consideráveis". Na quinta-feira (23), os britânicos decidir sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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