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Servidores estaduais não descartam paralisação geral

Camilo afirmou que "não é possível" realizar reajuste para todas as categorias e deve negociar separadamente com cada setor

16:09 | 06/06/2016
O governador Camilo Santana (PT) propôs, em reunião com representantes do Fórum Unificado das Associações dos Sindicatos de Servidores Públicos, "reajuste não linear" obrigatório de 10,67% para servidores que recebem até um salário mínimo. De acordo com ele, "não é possível" realizar o reajuste linear para todas as categorias. O Governo vai negociar separadamente com cada setor e os valores "poderão ser diferenciados".
 
[SAIBAMAIS1]Para a coordenadora geral do Fórum, Eliene Uchoa, a proposta não deve ser considerada reajuste, já que é previsto na Constituição. "O reajuste é 0%, foi isso que foi dito. Não pode confundir a reposição com melhorias ou reestruturação de PCCs como o Governo está querendo colocar", afirmou. "Eu penso que com esse percentual vai ser difícil a gente pacificar e trazer uma proposta".
 
O Fórum reúne cerca de 35 categorias, com as quais a liderança deve discutir a proposta para entregar uma resposta ao governo do Estado "imediatamente". Uchoa diz que, mediante percentual zero, é possível paralisação geral dos servidores públicos estaduais. Já estão em greve os setores de educação básica e superior, saúde e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), com os servidores da Fazenda prestes a paralisar as atividades.
 
"A gente lamenta muito porque, no final das contas, é o pequeno que paga as contas", disse. "O servidor público está sendo penalizado por uma crise que não é nossa".
 
Redação O POVO Online
com informações da repórter Irna Cavalcante
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