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Ilan teve menor placar favorável a indicação para BC na CAE do Senado

17:30 | 07/06/2016
A aprovação do nome do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central nesta terça-feira, 7, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi a mais baixa da era do Plano Real. Segundo apuração dos votos fechados, o executivo recebeu 19 vezes sim e oito, não. Em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, antes do início da sabatina de Ilan, a presidente da CAE, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), já havia previsto que ele seria aprovado, mas não por unanimidade.

Como os votos são fechados, não se sabe ao certo quem reprovou o executivo, que até então chefiava o Departamento Econômico do Banco Itaú. Esta, inclusive, foi a principal crítica da oposição ao indicado pelo presidente em exercício Michel Temer. Ao que tudo indica, o bloco formado pelo PT e PDT votou maciçamente contra o economista. Dentro do BC, já eram esperados alguns votos contrários, mas eles acabaram sendo um pouco mais do que o previsto.

Quando passou pelo crivo dos parlamentares, o placar de aprovação do atual presidente da instituição, Alexandre Tombini, foi de 22 a 1. Antes dele, Henrique Meirelles, que hoje é o ministro da Fazenda, contou com 21 afirmativas e cinco impedimentos, enquanto Arminio Fraga, que presidiu o BC de março de 1999 a janeiro de 2003, recebeu 21 "sim" e seis "não". Este placar foi idêntico ao do antecessor Gustavo Franco. O presidente aprovado com mais votos pela CAE foi Gustavo Loyola, que teve 24 cartões verdes contra dois vermelhos. Antes dele, Pérsio Arida, que esteve à frente da autoridade monetária de janeiro a junho de 1995, recebeu 19 votos favoráveis, assim como Ilan. Mas, naquela ocasião, a votação foi unânime.

O nome de Ilan ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado.

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