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CVM: mercado tem de ser educado sobre insider trading e não só sofrer sanção

17:20 | 01/06/2016
A aplicação de sanções em decorrência de práticas de insider trading são mais eficientes quando o mercado está previamente esclarecido e orientado sobre os crimes relacionados ao uso de informações privilegiadas, disse o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira. "Temos as ferramentas para as sanções, mas é preciso esclarecer e educar o mercado e, então, a aplicação da sanção deve ser forte", afirmou.

A CVM lançou nesta quarta-feira, 1, um caderno educacional em seu Portal do Investidor que reúne definições relacionadas ao assunto (o que são os insiders primário e secundário, por exemplo), bem como o tratamento do uso de informação privilegiada nos âmbitos administrativos, penal e civil. O caderno faz parte da campanha #nãoaoinsidertradig, que a autarquia lança nas redes sociais e associa-se aos trabalhos do GT Interagentes, composto pelas maiores associações do mercado de capitais, entre as quais a Anbima, Amec, Apimec, Abrasca e BM&FBovespa. O GT está lançando um guia sobre o assunto hoje na sede da BM&FBovespa em São Paulo.

"Precisamos mostrar que estamos alertas, e uma maneira concreta de chamar a atenção para isso é a campanha", comentou Pereira. "Tem de haver tolerância zero e não mais admitir que o insider exista", completou.

Além do caderno, a CVM está envolvida em vários esforços para aprimorar suas capacidades de supervisão e detecção de práticas de insider trading e de aplicação de penalidades. Nesse sentido, a autarquia vem revisando normas e aumentando a capacitação de seu corpo técnico.

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