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Balanço da ANEF aponta nova retração do financiamento de veículos

O total de recursos liberados apresenta queda de 20,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 12,2 bilhões

10:37 | 20/04/2016

Associação Nacional das Empresas Financeiras (ANEF) das Montadoras divulgou o boletim referente ao mês de fevereiro. De acordo com os dados, o atual cenário econômico nacional continua impactando o setor de crédito para financiamento de veículos.

O total de recursos liberados apresenta queda de 20,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 12,2 bilhões. Para a modalidade CDC, foram liberados R$ 5,8 bilhões, o que representa queda de 11,6% em um ano. A redução mais acentuada se refere aos recursos liberados para pessoa física, que encolheram 12,8% no mesmo período.

Com as vendas automotivas impactadas pela recessão da economia, o saldo das carteiras de veículos de fevereiro (R$ 179 bilhões) registra a mesma tendência, totalizando queda de 1,4% versus o mês anterior e 13,9% em 12 meses. O saldo da modalidade CDC contribuiu para puxar o indicador para baixo, apresentando diminuição de 13,4% na média entre as carteiras de pessoa física e jurídica. O leasing conta com queda expressiva de 26,9% no acumulado de 12 meses, com destaque para pessoa física, que registrou retração de 34,8% no mesmo período.

Segundo a entidade, as projeções mais otimistas situam a possibilidade de retomada a partir de 2017, pois o quadro atual de recessão, com inflação persistentemente alta, indica a existência de desequilíbrios profundos na economia que demandam tempo para serem superados.

A inadimplência mantém tendência de alta no segundo mês do ano. Na modalidade CDC, os contratos de pessoas físicas apresentam aumento de 0,5 pontos percentuais nos últimos 12 meses.

Taxas e Prazos
No mês de fevereiro, a média das taxas de juros praticadas pelos bancos de montadora foi de 1,78%, somando 24,06% ao ano. Já a taxa média dos bancos independentes, tradicionalmente menos atraentes em relação à das financeiras ligadas à indústria automotiva, foi de 2,01% ao mês e de 27,6% ao ano.

O prazo médio das concessões, que indica o período decorrido desde a contratação até o vencimento da última prestação, caiu para 41 meses, enquanto em todo o ano de 2015, o indicativo se manteve em 42 meses. Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores seguem no prazo de 60 meses.

 

Redação O POVO Online

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