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Mercado enxerga impeachment como cenário mais provável

Análise de consultoria americana indica que movimento nas ações da bolsa e na cotação do dólar sinalizam antecipação pela possibilidade de impedimento da presidente Dilma por parte do mercado financeiro;

09:25 | 18/03/2016
O movimento do mercado aponta para a possibilidade de impedimento da presidente Dilma Rousseff como a mais provável. A análise é da consultoria americana Eurasia, que elevou de 65% para 75% a probabilidade de o mandato não ser terminado. A previsão é de que a votação do impeachment no Congresso deva acontecer em maio.

A fragilidade do mandato da petista tem se pronunciado nos últimos dias com as manifestações populares pedindo sua saída e o vazamento de gravações telefônicas envolvendo a presidente Dilma e o ex-presidente Lula.

A expectativa por um novo governo tem sido sinalizada pelo mercado a partir do avanço de Bolsa de 18,98% e o recuo do dólar de 8,78%. Os analistas da Eurasia consideram que um novo governo poderia fazer com que os ajustes considerados necessários saíssem do papel, o que melhoraria as perspectivas para a economia brasileira.

No começo do mês, a Eurasia estimava em 40% as chances de Dilma não terminar o mandato, porcentual que foi subindo de forma rápida nas últimas semanas, à medida que o cenário político se deteriorava, principalmente após as primeiras notícias da delação premiada do senador Delcídio Amaral.

Na segunda-feira, dia seguinte às manifestações, a Tendências Consultoria Integrada também passou a enxergar um risco maior de interrupção do governo. A probabilidade de um impeachment ocorrer já no primeiro semestre aumentou de 55% para 70%. O cenário engloba uma interrupção do mandato da presidente pelo impeachment ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Redação O POVO Online com agências
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