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Grécia culpa FMI por atraso na revisão do programa de resgate financeiro

11:50 | 23/03/2016
O governo da Grécia acusou o Fundo Monetário Internacional (FMI) de jogar um papel decisivo no atraso do processo de revisão do programa de resgate financeiro.

"Todas as instituições são culpadas, especialmente o FMI, pela manutenção da incerteza que pesa sobre a economia grega", afirmou neta quarta-feira o secretário-geral para a política fiscal do país, Franciscos Koutentakis.

Segundo o dirigente grego, o FMI ainda não decidiu que papel deseja ter, ou mesmo se vai ter algum, nas negociações sobre o terceiro programa de resgate do país.

Os comentários de Koutentakis acontecem dias após os negociadores deixarem Atenas para o feriado de Páscoa sem ter chegado a um acordo sobre o tipo e a escala dos cortes orçamentários e outras reformas econômicas que o governo helênico precisa fazer para ter acesso ao novo financiamento.

Todas as partes devem retornar à mesa de negociação em 2 de abril. A expectativa é que um acordo seja fechado até 11 de abril.

Os gregos acusam o FMI de ser desnecessariamente duro em suas exigências. Sob as atuais regras do acordo de salvamento, o país se comprometeu a fazer superávit primário de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018. A Comissão europeia acredita que um superávit de 3,0% do PIB já seria o suficiente. O FMI, por outro lado, pressiona para elevar esse porcentual para 4,5%.

"Essas suposições são baseadas em obsessões ideológicas e imprecisões", disse Koutentakis.

A Grécia não tem urgência para receber novos empréstimos até julho, quando vencem cerca de 3,5 bilhões de euros em bônus devidos ao Banco Central Europeu (BCE). No entanto, a necessidade de caixa pode aumentar caso o país enfrente dificuldades adicionais com a crise de imigração europeia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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