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Banco Central prevê inflação em 2016 e 2017 acima da meta

A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4,5% não deverá ser alcançada. Conforme avaliado pelos dirigentes do Banco Central, isso se deve aos ajustes de preços observados em 2015 e as altas dos tributos.

09:09 | 10/03/2016

O Banco Central indica que as projeções para a inflação para os próximos dois anos devem ser maiores do que a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 10, a partir da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Os dirigentes do Banco avaliaram que o patamar elevado da inflação é produto dos processos de ajustes dos preços relativos em 2015, além das altas de tributos.

A variação projetada para os preços administrativos, no entanto, baixou de 6,3% em janeiro para 5,9% na última reunião. Essa projeção leva em consideração as alterações das bandeiras tarifárias dos preços da energia elétrica. Em 2017, esse número deve ficar em 5%.

A taxa Selic, por sua vez, foi levada em consideração em 14,25% ao ano em todo o horizonte relevante para o cenário de referência. O patamar é o mesmo desde julho de 2015.

 

Na votação, seis dos participantes votaram pela manutenção da taxa, contra dois votos defendendo uma alta de 0,5%. O grupo que votou por manter a taxa estável afirmou que é preciso continuar monitorando a evolução do cenário da economia mundial para só então definir os próximos passos a serem dados na política monetária.

Foi avaliado que incertezas internas e externas justificam essa postura, levando em consideração fatores como a preocupação com o desempenho da economia chinesa e a evolução dos preços no mercado de petróleo.

 

Redação O POVO Online
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