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Serviços têm alta de 0,67% no IPCA de janeiro, revela IBGE

11:40 | 05/02/2016
A inflação de serviços ficou em 0,67% em janeiro, quase metade da taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de 1,27%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 5. No acumulado em 12 meses, a taxa de serviços arrefeceu de uma alta de 8,09% em dezembro para 7,88% em janeiro, enquanto o IPCA continuou aumentando, de 10,67% para 10,71%.

Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o resultado foi influenciado pelo recuo de 6,13% nas passagens aéreas em janeiro e ainda não significa tendência de arrefecimento na inflação de serviços em geral.

"(O grupo) Serviços está para baixo por causa da passagem aérea, porque a variação foi negativa e ela é bastante instável. Por isso, vemos 7,8% (na inflação de serviços acumulada em 12 meses). Mas a gente ainda pode arredondar, considerar que foi 8%", avaliou Eulina.

Monitorados

A inflação de bens e serviços monitorados pelo governo ficou em 1,75% em janeiro, acima da taxa do IPCA do período, informou o IBGE. "Aumentaram itens com pesos importantes, com participações importantes na despesa das famílias", afirmou Eulina.

No acumulado em 12 meses, a taxa de monitorados arrefeceu de uma alta de 18,08% em dezembro para 17,22% em janeiro, enquanto o IPCA aumentou de 10,67% para 10,71%.

"Em janeiro de 2015 a taxa em 12 meses dos monitorados não cortava o IPCA. Mas desde então vem cortando, estamos com a taxa de monitorados acima do IPCA", ressaltou Eulina.

Maiores pressões

No acumulado em 12 meses, a maior pressão sobre o IPCA ainda é da energia elétrica, com aumento de 41,71%. Em janeiro, a conta de luz voltou a ficar mais cara, dessa vez em 1,61%. "Em algumas cidades teve aumento de imposto PIS/Cofins, ICMS e taxa de iluminação publica", justificou Eulina.

Vários itens administrados tiveram aumentos de preços em janeiro, como ônibus urbano (5,61%), ônibus intermunicipal (6,14%), taxa de água e esgoto (0,94%), gás encanado (4,10%), táxi (4,00%), trem (4,19%), metrô (4,27%), gasolina (1,88%), óleo diesel (0,95%) e plano de saúde (1,06%), entre outros.

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