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Objetivo de medidas é preservar produção, emprego e renda, diz BNDES

18:00 | 02/02/2016
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, detalha em coletiva de imprensa na sede da instituição, no Rio, a participação do banco de fomento no pacote de medidas de estímulo à economia anunciado na semana passada pelo governo federal na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado Conselhão. A expectativa é de injeção de R$ 83 bilhões de crédito via bancos públicos.

As alterações foram anunciadas em linhas de capital de giro, no cartão BNDES, exportação e bens de capital via Finame. O objetivo é "preservar a produção, o emprego e a renda", destaca o BNDES. As micro e pequenas empresas terão as melhores condições de financiamento em termos de custos do BNDES, já que em regra recebem cobranças de spreads maiores dos bancos privados por representarem maior risco.

O banco também anunciou o refinanciamento de operações automáticas do BNDES PSI (Programa de Sustentação do Investimento) para máquinas e equipamentos. Um dos focos do BNDES é dar fôlego ao caixa das companhias por meio desse refinanciamento de dívidas.

Os custos dos financiamentos para a aquisição de máquinas e equipamentos no mercado doméstico também foram reduzidos, com o objetivo de estimular o aumento da eficiência do sistema produtivo nacional.

De acordo com o BNDES, a ideia é oferecer financiamentos em melhores condições para melhorar a atividade empresarial e, nas palavras de Coutinho, abrir caminhos para a recuperação da economia. Apesar disso, o banco diz que não haverá subsídio ou impacto fiscal com essas medidas. "As iniciativas prescindem de subsídios e atendem à prudência bancária", destacou Coutinho.

As medidas representam um potencial de volume de recursos da ordem de R$ 26 bilhões. De acordo com o banco, isso não afeta o orçamento de disponibilidades para 2016.

Refinanciamento do PSI

O BNDES anunciou que operações automáticas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para máquinas e equipamentos poderão ser refinanciadas. O objetivo é dar fôlego ao caixa das empresas.

O Refin PSI dará a possibilidade de adiamento de até 12 parcelas do pagamento do financiamento principal para pagamento apenas ao final do contrato.

"É como se tivéssemos dando um financiamento no curto prazo", definiu Coutinho. "O refinanciamento é feito a um custo de mercado, não é custo subsidiado", completou.

As parcelas adiadas poderão ser financiadas em até 24 meses. "Empresas que investiram em reequipamento e encontram-se em ociosidade têm oportunidade de renegociar o contrato", ressaltou Coutinho.

Segundo o BNDES, o Refin PSI terá um custo de 15,73% para todos os portes de empresas. O estoque potencial de operações que podem ser refinanciadas abrange R$ 15 bilhões.

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