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Consultas ao BNDES pararam de cair e se estabilizaram, diz Coutinho

19:25 | 02/02/2016
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que o volume de consultas ao banco de fomento parou de cair neste início de 2016.

Em 2015, as consultas atingiram R$ 124,6 bilhões, um tombo de 47% em termos nominais em relação ao ano anterior. O resultado sinaliza novos recuos nos desembolsos do banco, após a queda de 28% registrada no ano passado.

"As consultas claramente pararam de cair e se estabilizaram. A nossa dúvida é se esses números mais recentes indicam alguma recuperação ou se é alguma flutuação, ainda não dá para dizer. O que dá para dizer seguramente é que pararam de cair", disse Coutinho.

Sobre um possível aumento na demanda por financiamentos decorrente das novas medidas anunciadas nesta terça-feira, 2, Coutinho disse que o banco está preparado. O executivo ressaltou que o BNDES foi ajustado no fim de 2014 para não precisar de novos aportes do Tesouro. Segundo ele, parte da queda nos desembolsos registrada em 2015 foi programada. Houve racionalização dos desembolsos no primeiro semestre, mas, com a redução nas consultas, o banco ganhou uma folga para novos empréstimos.

"O banco tem funding próprio, que vem primeiro do retorno de suas operações. O banco tem carteira de crédito grande, mais de R$ 650 bilhões", afirmou Coutinho, lembrando ainda a fonte regular do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da possibilidade de captação.

Coutinho afirmou que o BNDES está tomando as iniciativas de maneira consistente com a capacidade orçamentária do banco de honrá-las.

"A maneira como poderemos enfrentar essa maior demanda racionalizando recursos é um bom problema para resolver. Então vamos ver no futuro. Trabalharemos nessa direção", afirmou ele. "Nós gostaríamos que este ano a economia melhorasse, que as coisas melhorassem, que viesse mais pressão de demanda e que a gente pudesse atender. Porque será um sintoma de que o Brasil estará recuperando o crescimento. Na margem, mas recuperando crescimento", concluiu.

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