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73,0% dos consumidores de Fortaleza possuem algum tipo de dívida

A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro. O tempo médio de atraso é de 67 dias

10:16 | 18/02/2016

De acordo com a última pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada neste mês pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), 73,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.


Se comparado ao mês anterior (72,1%), o resultado de fevereiro veio 0,9 pontos percentuais acima do indicador, alcançando o patamar mais elevado desde o início da pesquisa, em 2010, e está relacionado com brusco aumento dos gastos com educação, típico desta época do ano.


Houve uma leve melhora no indicador de contas em atraso, que passou de 22,3% para 22,2%, mas aumento na proporção da renda comprometida com o pagamento de dívidas, que foi de 33,9% para 34,9%, revelando que o endividamento está apertando o orçamento dos consumidores de Fortaleza.


A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de 0,1 ponto percentual, indo de 22,3%, em janeiro, para 22,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (22,6% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (23,9%) e do estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (24,1%).


A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, com tempo médio de atraso de 67 dias. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 33,8%, seguido da contestação da dívida (7,4%).


 
Cartão de crédito
Ainda segundo a pesquisa, os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 83,8% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,0%; os empréstimos pessoais, com 8,1%; e os carnês e crediários (5,9%).
 
O consumidor utilizou o crédito para a compra de:


•        Itens de alimentação (55,5% das respostas);
•        Realização de despesas de educação e saúde (37,2%);
•        Artigos de vestuário (32,0%); e
•        Eletroeletrônicos (27,2%).
 
O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.332 e prazo médio de sete meses, comprometendo 34,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Redação O POVO Online

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