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Indústria paulista fecha 2015 com recorde de 235 mil demissões, diz Fiesp

10:20 | 21/01/2016
A indústria paulista fechou 53.500 vagas em dezembro, uma baixa de 2,26% ante novembro na série sem ajuste sazonal. Com isso, o ano de 2015 terminou com 235 mil demissões, queda de 9,26% em relação ao ano anterior, marcando o pior desempenho da séria histórica, iniciada em 2006. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego, elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para 2016, a instituição projeta queda de 6% no emprego industrial, o que equivale ao corte de pelo menos 165 mil vagas.

Na avaliação do gerente do Depecon, Guilherme Moreira, a desvalorização do real frente ao dólar pode trazer um pouco de alento para a indústria, mas a forte queda da demanda doméstica não garante uma perspectiva de recuperação, em 2016, dos empregos perdidos em 2015. "Em todos os indicadores a queda da confiança é generalizada, tanto da indústria quanto do comércio, serviços e por parte dos consumidores. Então, o primeiro passo é ter confiança. Mas isso depende de uma série de fatores que a gente não enxerga hoje no horizonte", afirma.

Em 2015, todos os 22 setores avaliados demitiram mais do que contrataram. É a primeira vez na história da pesquisa que isso acontece. Entre os setores que mais demitiram, destaque para a indústria automotiva, que fechou 33.217 vagas no ano passado, seguida pelo segmento de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 33.057 postos de trabalho a menos. O setor de máquinas e equipamentos demitiu 28.496 trabalhadores, enquanto a indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios fechou 21.130 vagas.

Na divisão geográfica, também houve queda em todas as regiões pesquisadas. Na Grande São Paulo, o emprego industrial fechou o ano com baixa de 9,99%, enquanto no interior houve retração de 8,65%. Entre as 36 divisões, o emprego na região de Santo André foi o mais afetado, com queda de 16,94%. Diadema registrou perdas de 15,67% no ano, enquanto Taubaté amargou um recuo de 15,38%. O melhor desempenho foi de Marília, com perda de 3,07%.

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