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Primeiro dia. Transtornos da greve dos bancários

Segundo o Sindicato dos Bancários, 172 agências foram paralisadas nesta terça-feira, no Ceará

20:57 | 06/10/2015
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No primeiro dia da greve por tempo indeterminado dos bancários, nesta terça-feira (6), 172 agências foram paralisadas no Ceará segundo o sindicato da categoria. De acordo com o Banco Central, há 504 agências no Estado. Nas unidades que se mantiveram abertas, muitas filas.

Uma das agências de movimento intenso e filas grandes pela manhã foi a do Itaú da Avenida Abolição. O mecânico João Marques já tinha ido a outras três agências para resolver problemas com seu cartão de crédito e realizar pagamentos. Todas fechadas. “A gente acaba atrasando o dia todo, mas o jeito é esperar”, diz ele. Já no Itaú da Avenida Santos Dumont, o funcionamento era tranquilo, apesar dos cartazes indicativos de greve. De acordo com um funcionário, as atividades continuariam normais até a chegada do sindicato.
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Na Caixa Econômica da Avenida Oliveira Paiva, a empresária Mayara Costa, tentou fazer depósito no caixa eletrônico. Não conseguiu. “Eles não estão aceitando depósito em cheque. Tentei depositar no caixa e não deu certo. Aí a funcionária da agência disse que só podia na lotérica e apenas em dinheiro. Isso é um absurdo! Quer dizer que não vou poder aceitar pagamento de cliente em cheque durante a greve? “.

No HSBC da Avenida Major Facundo, por volta de 11h, as atividades já estavam paralisadas. Jhonny Wickerson, terceirizado pelo sindicato para orientar os usuários, considerou o movimento tranquilo. Na mesma agência, o contador André Assunção ficou preocupado ao se deparar com a situação. Ele precisava entregar a documentação de um cliente para a gerente da agência. “Com essa greve, vou esperar e torcer para que o cliente compreenda”.
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O técnico em telecomunicação Roberto Soares, operado do joelho, lamentou ter que se deslocar novamente para encontrar uma agência que estivesse funcionando. “A gente se esforça para realizar tudo em dia, mas com essa greve dos bancários vai ser difícil”, conta.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), Carlos Eduardo Bezerra, não há garantia de agências funcionando. “O que permanece em funcionamento, por lei, é o serviço de compensação bancária”.

Conforme o Sindicato, a categoria quer reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações, fim das demissões e mais segurança.

Os bancos propõem um abono imediato de R$ 2.500 a todos os bancários, além de reajuste salarial de 5,5%. Outras demandas estão sendo avaliadas, segundo a Federação Nacional dos Bancos.

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