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Comércio tem o pior Dia dos Pais desde 2009

Juros elevados, inflação no limite da meta e mercado de trabalho com mais demissões freiam consumo dos brasileiros na data, apontam SPC Brasil e CNDL

12:15 | 10/08/2015
As expectativas pessimistas dos comerciantes brasileiros se confirmaram e o comércio varejista registrou o pior resultado dos últimos seis anos para o Dia dos Pais. As consultas para vendas a prazo, que sinalizam o ritmo do movimento no comércio, caíram 11,21% na semana do Dia dos Pais, entre os dias 2 e 8 de agosto. Os dados são calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Em 2014, as vendas já haviam registrado uma queda de 5,09%, mas em anos anteriores, os resultados foram positivos: crescimentos de 3,78% (2013), 4,75% (2012), 6,86% (2011) e 10% (2010).

Segundo levantamento do SPC Brasil, a queda nas intenções de vendas parceladas também se repetiu no resultado do Dia dos Namorados (-7,82%), Páscoa (-4,93%) e Dia das Mães (-0,59%).

Segundo avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, o resultado é consequência do desaquecimento da economia, influenciado principalmente pela escalada dos juros, pela inflação acima do teto da meta, que corrói o poder de compras do brasileiro e pelo aumento da massa de trabalhadores desempregados.

"Menos confiante do que em anos anteriores, os brasileiros optaram pelas compras à vista e por itens de mais baixo valor, motivados, principalmente, pelo encarecimento dos juros, pela escassez de crédito e pela preocupação em comprometer menos o próprio orçamento com compras parceladas", afirma Honório.

Comemorado sempre no segundo domingo do mês de agosto, o Dia dos Pais é a quarta data comemorativa que mais movimenta o varejo em volume de vendas e faturamento, atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, segundo levantamento do SPC Brasil.
Redação O POVO Online
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