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Equador cresce 3% no primeiro trimestre, na comparação anual

18:00 | 01/07/2015
O Produto Interno Bruto (PIB) do Equador cresceu 3% no primeiro trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Banco Central do país. Já em comparação com o último trimestre de 2014, a economia equatoriana contraiu 0,5%.

O setor petrolífero, principal base da economia do país, caiu 1,9%, impactado pelos baixos preços do barril de petróleo. O crescimento no primeiro trimestre foi alavancado por todos os demais setores que, em conjunto, cresceram 3,7%.

Entre janeiro e março, as concessionárias de água e eletricidade cresceram 12% ano a ano, o setor de serviços financeiros cresceu 7% e atividades de pesca expandiram em 6%. Enquanto isso, as atividades de refinação de petróleo caíram 34%.

O crescimento do PIB equatoriano ainda é altamente dependente das despesas públicas e das receitas de petróleo, que sozinhas representam cerca de metade das exportações do país. No primeiro trimestre deste ano, o preço do petróleo equatoriano caiu para cerca de US$ 41,40 por barril. No mesmo período de 2014, o preço era de US$ 97,34 o barril.

Em junho, o Equador cortou sua perspectiva de crescimento em 2015, de 4,1% para 1,9%. Porém, muitos economistas do setor privado defendem que a previsão ainda é bastante otimista. A empresa de consultoria privada Cordes, por exemplo, afirma que a economia equatoriana não crescerá mais do que 0,9% este ano, incluindo um modesto crescimento no consumo privado e declínios no consumo do setor público, exportações e, especialmente, investimentos.

O presidente do Banco Central do Equador, Mateo Villalba, afirmou que a queda nos preços do petróleo e a valorização do dólar americano provocaram fortes efeitos na performance da economia equatoriana, mas "não existe crise".

Para enfrentar a queda nos preços do petróleo, o governo cortou seu orçamento fiscal para 2015 em 4%, para aproximadamente US$ 34,9 bilhões. Também foram impostas tarifas de importação entre 5% e 45% para 2.800 produtos e cortes de salário de servidores públicos de alto escalão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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