PUBLICIDADE
Notícias

Com importação fraca, GO Associados admite saldo da balança de US$ 10 bi em 2015

16:20 | 01/07/2015
O diretor de pesquisa econômica da GO Associados, Fábio Silveira, avaliou nesta quarta-feira, 1, que o saldo da balança comercial brasileira pode chegar a US$ 10 bilhões em 2015 após o superávit de US$ 2,222 bilhões no acumulado do primeiro semestre e ainda do saldo positivo de US$ 4,527 bilhões em junho.

Com isso, a consultoria irá rever, segundo ele, as projeções de um saldo positivo para este ano entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. No entanto, para o economista, o superávit de 2015 será puxado mais pela retração nas importações ocorrida pelo enfraquecimento da economia brasileira do que pela melhora nas exportações.

"O resultado da balança comercial é bom, mas não é nobre, porque se faz às custas de uma contração do nível de atividade doméstico, com menos importação. Houve uma queda nas importações em setores de bens de capital e de produtos de bens de consumo porque a economia está mergulhando", disse. "Por outro lado, um pedaço dessa redução de importação ocorreu também porque o Brasil produziu mais petróleo. Resta saber se esse crescimento na produção de petróleo será sustentável", completou Silveira.

Apesar de considerar surpreendente o desempenho da balança comercial em junho, Silveira avaliou ainda ser cedo para falar em uma arrancada na economia a partir do setor externo. "O processo de recuperação de uma economia como a brasileira tem de começar pelo setor externo, mas é preciso ver como será o desempenho em julho e nos meses seguintes. Além disso, se consolidada, a melhora no setor externo só trará benefícios para economia daqui a um ano, no segundo semestre de 2016", explicou.

Caso o desempenho da balança siga positivo e sustentável nos próximos meses, o caminho de recuperação da economia a partir do setor externo começará, segundo o diretor de pesquisa econômica da GO Associados, pelo sobra de dólares e a consequente redução no risco cambial e do risco país. "Isso acalmaria o setor externo, haveria um horizonte maior de estabilização de câmbio e a inflação cederia lá na frente", concluiu.

TAGS