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Boi: oferta de animais permitiria ao Estado expandir abate, diz governo de MG

12:10 | 07/06/2015
O superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais (Seapa), João Ricardo Albanez, disse que, pelo tamanho do rebanho bovino mineiro, mais empresas frigoríficas poderiam se instalar no Estado. "Temos comercializado muito animais para recria, devido aos esforços em melhoramento genético, e somos fornecedores de arroba bovina para vários Estados, como São Paulo e Goiás. Quando vendemos o animal vivo, acabamos agregando pouco valor. Precisamos expandir nosso abate para remunerarmos melhor o nosso produto, a nossa carne", disse, em entrevista à reportagem na 55ª Exposição Estadual Agropecuária.

Segundo dados da Seapa e do Ministério da Agricultura, o rebanho no Estado é de cerca de 24 milhões de cabeças, o segundo maior do País, atrás somente de Mato Grosso, numa área de 18 milhões de hectares de pastagem ou cerca de 30% do território total de Minas. "A previsão para 2015 é de estabilidade do rebanho, mas pelo preço da arroba o PIB do agronegócio mineiro será impulsionado pela pecuária neste ano", declarou.

Já as unidades de abates de bovinos e suínos com inspeção federal (SIF) em Minas Gerais somam 33 em 29 municípios e as com inspeção estadual, 30, em 28 cidades. Dentre as maiores indústrias, somente JBS (com duas unidades, uma em Ituiutaba e outra em Iturama) e Minerva (Janaúba) possuem unidades em território mineiro. O abate de bovinos em Minas Gerais sob inspeção oficial (federal, estadual e municipal) cresceu 6,3% em 2014, para 3,2 milhões de cabeças, mas o volume é pequeno em relação ao tamanho do rebanho.

Exportação

No primeiro quadrimestre do ano ante o mesmo período de 2014, as exportações mineiras do complexo carne (bovina, frango, peru, suína e miúdos) diminuíram 22,34% em receita, para US$ 234,517 milhões, e recuaram 9,03% em volume, para 103.068 toneladas. Somente as vendas externas de carne bovina do Estado diminuíram 18,2% em receita (US$ 109,545 milhões) e 11,12% em volume (27.250 toneladas). "Mas há fundamentos para uma recuperação das exportações: as negociações com a China; a abertura dos Estados Unidos para a carne in natura neste mês, que pode abrir outros mercados importantes como Japão", lembrou Albanez. Para ele, o embargo russo a 11 frigoríficos bovinos e suínos do País na semana passada é uma pressão para a volta das compras do produto nacional a preços maiores.

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