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Seade/Dieese: desemprego na rmsp recua para 9,8% em novembro

09:10 | 18/12/2014
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em novembro caiu para 9,8%, ante 10,1% em outubro, mostra Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada na manhã desta quinta-feira, 18, pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A taxa, contudo, permanece maior do que a registrada novembro de 2013 (9,4%).

No mês passado, o total de desempregados foi previsto em 1,070 milhão de pessoas, 39 mil a menos do que em outubro. Esse resultado decorreu da redução da População Economicamente Ativa (PEA), em que 63 mil pessoas deixaram a força de trabalho na região, e da "relativa estabilidade" do nível de ocupação, que caiu apenas 0,2%, sendo estimado em estimado em 9,847 milhões de pessoas ocupadas (eliminação de 24 mil postos de travalho).

Sob a ótica setorial, a indústria de transformação na RMSP eliminou 34 mil postos de trabalho (-2%) enquanto, no setor de serviços, houve aumento de 35 mil vagas (0,6%). Já o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas acabou com 14 mil postos de trabalho (-0,9%) e, na construção, foram eliminadas 21 mil vagas (-2,8%).

Renda de ocupados

O rendimento médio real dos ocupados na RMSP manteve-se estável em R$ 1.891,00 em outubro, na comparação com setembro, mostra a PED. A renda média real dos assalariados também se manteve estável em R$ 1.893 no período.

A massa de rendimentos dos ocupados (0,3%), por sua vez, pouco variou no período, enquanto a dos assalariados elevou-se ligeiramente (0,7%). De acordo com a pesquisa, no primeiro caso, isso se deve à relativa estabilidade do rendimento médio e do nível de ocupação. No caso dos assalariados, o aumento foi motivado pelo pequeno crescimento do nível de emprego, uma vez que o salário médio registrou relativa estabilidade.

Na comparação com outubro de 2013, houve uma variação negativa de 3,5% no rendimento médio real dos ocupados e um recuo de 0,8% no caso dos assalariados. Com isso, a massa de rendimentos dos ocupados se retraiu 3%, como resultado da redução do rendimento médio real, uma vez que o nível de ocupação pouco variou. Já a dos assalariados subiu 0,6%, devido ao aumento do nível de emprego, pois o salário médio diminuiu.

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