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Fim do superciclo de commodities deu vantagem a desenvolvidos, diz Itaú BBA

13:50 | 09/12/2014
O estrategista-chefe da Itaú BBA Corretora, Carlos Constantini, disse, nesta terça-feira, 9, que o fim do superciclo das commodities fez com que os mercados desenvolvidos voltassem a ter performance mais positiva do que os emergentes.

Constantini citou que o mercado de renda variável no Brasil foi um dos que apresentaram um dos piores retornos entre os emergentes e, ao mesmo, tempo, o de maior volatilidade. "O Brasil alternou momentos de pior e melhor mercado ao longo do ano", disse.

Um exemplo claro de como foi o ano para o mercado de ações, o estrategista lembrou do ano fraco para o mercado de capitais, com apenas um follow on e um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). "2014 não foi um ano fácil para investidores, para o mercado de capitais e para as empresas emissoras", destacou.

Constantini disse ainda que não dá para dizer que as ações negociadas na bolsa brasileira estejam, no geral, baratas "O Brasil não é exatamente uma bolsa descontada. Há papéis descontados". Pela primeira vez em três anos, segundo ele, os preços em bolsa caíram mais do que os lucros.

O estrategista disse que no início do ano havia uma expectativa muito inflada em relação ao crescimento das companhias brasileiras, mas que agora houve um ajuste. "Parece que o ciclo de revisão de resultados para baixo está chegando ao fim", disse.

Diante desse cenário, Constantini disse que a aposta da corretora está na bolsa do México e da Colômbia. Sobre a bolsa brasileira, ele destacou que ela andará quando o custo de capital cair. "Estamos underweight em relação ao Brasil por conta do custo de oportunidade", disse, lembrando que a ações interessantes, mas que o otimismo é seletivo.

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