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Itaú Unibanco prevê agora PIB menor em 2015, de 1,1%

12:40 | 11/11/2014
O Itaú Unibanco elevou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014, de 0,1% para 0,2%, mas reduziu a estimativa para a taxa de expansão em 2015 para 1,1%, de 1,3 previsto anteriormente. Em relatório com uma série de revisões de dados macroeconômicos, o banco também reduziu a previsão para o superávit primário, que ele chama de "convencional", de 0,5% neste ano para 0,2% do PIB . Já o chamado superávit primário 'recorrente', que exclui influência de receitas extraordinárias e abatimentos, ficaria em -0,4% neste ano, ante estimativa anterior de -0,2% do PIB.

Segundo o relatório assinado pelo economista-chefe, Ilan Goldfajn, a instituição espera um superávit primário de 1,2% do PIB em 2015, já considerando um ajuste fiscal significativo, que incluiria recomposição de alíquotas desoneradas, como a CIDE e o IPI, e a criação ou reedição de novos impostos.

Além disso, é esperado maior controle nos gastos com seguro-desemprego e previdência, corte em investimentos públicos e um esforço maior por parte dos governos regionais. O banco diz ainda que as revisões para o primário contam com uma desaceleração das despesas discricionárias nos últimos meses do ano e alguma recuperação na arrecadação tributária e cerca de R$ 20 bilhões de receitas não recorrentes no último trimestre do ano.

Inflação

O banco também elevou a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015 para 6,5%, no teto da meta, ante previsão anterior de 6,4%. Segundo a instituição essa previsão já considera uma taxa de câmbio maior e parcialmente compensada por preços menores de commodities e pelos efeitos de uma taxa básica de juros mais elevada.

A estimativa do banco para o dólar agora é de R$ 2,50 para 2014 e de R$ 2,70 para 2015. Para o esforço da política monetária, no entanto, o Itaú Unibanco manteve previsão de taxa Selic a 12% no começo de 2015. O banco ressalva, no entanto, que o tamanho desse ajuste também dependerá do comportamento da taxa de câmbio.

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