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Uso da capacidade instalada é de 72% em setembro,diz CNI

10:40 | 23/10/2014
A utilização da capacidade instalada da indústria em setembro ficou estável em 72% de acordo com a Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em agosto, o nível de utilização das máquinas também tinha ficado em 72%. Da mesma forma, a produção industrial registrou certa estabilidade no mês passado. Em uma escala na qual valores abaixo de 50 pontos representam queda e acima de 50 pontos representam aumento, a produção industrial registrou 49,7 pontos em setembro. No mês anterior, a queda era mais expressiva, com o indicador em 48,2 pontos.

A Sondagem mostra ainda que o emprego na indústria continua caindo, com o indicador em 46,8 pontos. Esse recuo, no entanto, é menos intenso do registrado em agosto, quando o indicador ficou em 46 pontos. Ainda que tenha ficado estável em setembro, a utilização da capacidade instalada na indústria está bastante distante do usual para esse período do ano. Em setembro, o indicador que faz essa correlação registrou 42,5 pontos, ante 41,3 pontos de agosto.

Os estoques continuam estáveis, com o indicador em 50,2 pontos e, da mesma forma que a relação entre os estoques efetivos e os planejados pelos empresários, que está em 51,3 pontos, representando uma redução no estoque indesejado.

Expectativas

Mesmo com os indicadores de setembro um pouco melhores que os de agosto, a expectativa do empresariado industrial ficou menos positiva em outubro. A expectativa em relação à demanda da indústria piorou ligeiramente, de 53,3 pontos no mês passado para 52,3 pontos em outubro. Por outro lado, o pessimismo em relação à quantidade exportada, que era de 48,7 pontos em setembro, passou a ser uma expectativa neutra, com 50,1 pontos em outubro.

Já com relação ao emprego nas fábricas, a perspectiva continua de queda e o pessimismo piorou de 47,8 pontos para 46,9 pontos. O indicador sobre os planos para compra de matérias-primas continua no patamar de estabilidade, com o recuo de 51 pontos para 50,1 pontos. Pela metodologia da pesquisa da CNI, abaixo de 50 pontos, quanto menor o indicador, mais pessimistas são as expectativas do empresário.

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