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Bolsas europeias têm forte queda após decisão do BCE

13:40 | 02/10/2014
O desapontamento dos investidores com o pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, se traduziu em forte retração do mercado acionário da região. As principais bolsas europeias fecharam nas mínimas, depois que Draghi frustrou as expectativas de anúncio de mais estímulos econômicos à zona do euro.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou com queda de 1,99%, aos 9.195,58 pontos, acompanhada de CAC-40, da Bolsa de Paris, que caiu 2,81%, para 4.242,67 pontos. A maior desvalorização, no entanto, foi vista em Milão, onde o FTSE-MIB recuou 3,92%, para 19.894,88 pontos. O Ibex-35, da Bolsa de Madri, baixou 3,12%, para 10.418,10 pontos e, em Lisboa, o PSI-20 caiu 3,30%, para 5.495,70 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 teve retração de 1,69%, aos 6.446,39 pontos.

O desempenho negativo reflete em grande medida as perdas registradas pelas ações do setor financeiro. Os papéis do Commerzbank e do Deutsche Bank caíram 5,15% e 3,16%, respectivamente, em Frankfurt; Em Paris, houve forte baixa nas ações do Société Generale (-5.1%), do BNP Paribas (-3.5%) e do Credit Agricole (-3.4%). Na Bolsa de Milão, os papéis do Intesa Sanpaolo recuaram 5,50% e as UniCredit caíram 4,84%, enquanto em as ações do Santander perderam 3,92% e as do BBVA caíram 3,61% em Madri. Em Londres, os papéis do Lloyds caíram 1,99%, acompanhados pelos do Barclays (-2,86%) e do HSBC (-1,06%).

Na reunião de hoje de política monetária, o BCE manteve inalteradas as taxas de juros e não sinalizou qualquer estímulo adicional à economia da zona do euro. Diante dos sucessivos sinais de enfraquecimento da atividade na região, grande parte dos analistas e investidores esperava que a autoridade monetária fosse anunciar mais medidas de incentivo econômico - o que não se confirmou. Em coletiva de imprensa, Draghi apenas detalhou os planos já existentes do BCE para comprar ativos conhecidos como ABS e bônus cobertos, e ressaltou que permanecem os riscos negativos para o crescimento da zona do euro. (Francine De Lorenzo, com informações da Dow Jones Newswires - [email protected])

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