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Eleições afetam Indicador Antecedente, diz Picchetti

12:00 | 17/09/2014
Os resultados de agosto do Indicador Antecedente (Iace) e do Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), apesar de contraditórios, revelam que as variáveis ligadas à expectativa têm sido muito afetadas pelo cenário eleitoral; ruído que tem dificultado a interpretação dos números. A avaliação é do economista Paulo Picchetti, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

De acordo com ele, entre as variáveis de expectativas ligadas, sobretudo, ao Iace, a Bovespa foi a que mais contribuiu para a variação negativa do indicador no mês passado. "Em agosto, a Bolsa teve alta forte, explicada muito mais pelas pesquisas eleitorais do que por qualquer fundamento econômico", afirma. Diante disso, Picchetti avalia que as expectativas dos dois indicadores devem continuar indefinidas até o fim das eleições.

"Filtrando" o "ruído" eleitoral, o economista pondera que o desempenho dos dois indicadores durante todo o ano sugere que eles "fizeram um trabalho muito bom no sentido de caracterizar a queda do nível de atividade da economia brasileira". "Tirando a influência eleitoral, o resultado mostra que, de uma forma ou de outra, enfrentaremos uma dificuldade para reverter esse quadro de atividade econômica fraca", prevê.

Conforme divulgaram nesta quarta-feira, 17, o Ibre/FGV e o Conference Board, o Iace para o Brasil caiu 0,4% em agosto, para 121,5 pontos, com cinco dos oito componentes contribuindo negativamente. Já o ICCE, que mede as condições econômicas atuais, subiu 0,1% em janeiro, atingindo a marca de 127,0 pontos. Três dos seis componentes contribuíram positivamente para o índice em agosto.

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