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Setor elétrico recebe financiamento de R$ 6,6 bilhões

12:38 | 08/08/2014

Um consórcio de bancos públicos e privados vai realizar nova operação de crédito para o setor elétrico no valor de R$ 6,6 bilhões, anunciou, na quinta-feira, 7, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli.

 Os  bancos com participação confirmada são Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, BTG/Pactual e Citibank. Do total, R$ 3,6 bilhões virão de sete bancos, e outros R$ 3 bilhões, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 A participação de cada instituição financeira será proporcional à primeira operação anunciada no primeiro semestre. Segundo Caffarelli, “esses valores são suficientes dentro da equação do setor elétrico para a normalidade da questão”.

 O secretário explicou que mais seis bancos estão levando o assunto às suas instâncias decisórias com a perspectiva de participarem da operação. Desses, três participaram da primeira tranche liberada em abril e outras três instituições demonstraram interesse em entrar agora. O crédito da operação deve ocorrer na próxima sexta-feira, 15.

 O secretário enfatizou que “é uma operação de mercado com as mesmas garantias da primeira operação. A remuneração do empréstimo será de CDI %2b 2,35% a.a.”.

 Questionado sobre o custo ser superior ao da primeira operação, fixado em CDI%2b1,9% a.a, Caffarelli explicou que “como é uma operação subordinada a uma operação anterior, normalmente os custos tendem a ser maiores que os da primeira”.

 O secretário-executivo descartou novas operações dessa natureza neste ano. “Não teremos mais operação de crédito em 2014 e não há previsão de nenhuma operação de crédito para o setor elétrico em 2015”, disse.

 A carência dessa operação também é igual à primeira (outubro/2015), e os pagamentos acontecem de Novembro/2015 a Novembro/2017. Ele salientou que ainda não é possível estimar impacto nos preços da energia porque isso depende de diversos fatores além do empréstimo, como o regime de chuvas, a entrada de 5 mil megawatts no sistema em 2015, entre outros. Caffarelli também disse que o risco de racionamento de energia é zero.

Portal Brasil

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