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Governo central tem em julho déficit recorde, R$ 2,19 bi

10:00 | 29/08/2014
Apesar da promessa do governo de melhorar o resultado fiscal, as contas do governo central encerraram julho com um déficit recorde de R$ 2,196 bilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Tesouro Nacional. É o terceiro mês consecutivo que o governo central registra um resultado negativo. O resultado, que engloba o desempenho das contas do Tesouro, INSS e Banco Central, é o pior para o mês da série histórica do governo, que começa em 1997. Em meses de julho, o governo central só havia registrado resultados negativos em 1998 e 1997, mas nenhum deles chegou à casa dos bilhões, como ocorreu no mês passado.

O resultado do governo central ficou dentro do intervalo das expectativas do mercado consultados pelo AE Projeções que iam de déficit de R$ 3,3 bilhões a superávit de R$ 2,1 bilhões. O resultado foi, entretanto, pior que a mediana encontrada, de zero.

O Tesouro registrou em julho um superávit de R$ 2,944 bilhões e a Previdência, um déficit de R$ 4,995 bilhões. Já as contas do BC tiveram um superávit primário de R$ 146 milhões.

No acumulado de janeiro a julho de 2014, o superávit soma R$ 15,230 bilhões, o equivalente a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB). A queda é de 60,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o superávit acumulava R$ 38,316 bilhões.

Segundo os dados, o Tesouro apresenta um superávit de R$ 43,350 bilhões no acumulado do ano. Já as contas da Previdência registram um déficit de R$ 28,160 bilhões e o BC acumula um saldo positivo de R$ 39,3 milhões. De janeiro a julho, enquanto as despesas registraram alta de 10,5%, as receitas avançaram 6,8%. Em 12 meses até julho, o superávit do governo central está em R$ 53,9 bilhões, o equivalente a 1,1% do PIB.

Investimentos

Os investimentos totais do governo federal registraram uma alta de 21,3% de janeiro a julho deste ano, informou o Tesouro Nacional. No período, os investimentos somaram R$ 47,1 bilhões. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que podem ser abatidos da meta fiscal, alcançaram até julho R$ 33,8 bilhões, com alta de 27,9%.

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