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Estoque de crédito em julho atinge R$ 2,835 tri, diz BC

11:30 | 26/08/2014
O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,2% em julho ante junho e chegou a R$ 2,835 trilhões, segundo o Banco Central. No acumulado do ano até o mês passado, houve alta de 4,4% e, em 12 meses, de 11,4%.

Houve recuo de 0,1% para pessoas jurídicas e alta de 0,5% para o consumidor no mês. No ano, a alta até julho está em 2,7% para as empresas e em 6,4% para a pessoa física. No caso do período de 12 meses encerrados no mês passado, as taxas são de crescimento de, respectivamente, 9,6% e 13,5%.

De acordo com a autoridade monetária, o crédito livre foi reduzido em 0,5% no mês, cresceu 0,5% no ano e 5% em 12 meses até julho. Já no caso do direcionado, aumentou 1% em julho ante junho, 9,3% em 2014 até o mês passado e 19,8% em 12 meses.

No crédito livre, houve crescimento de 0,2% para pessoas físicas no mês, de 2% no acumulado do ano e de 5% em 12 meses. Para as empresas, no crédito livre, houve queda de 1,1% em julho, recuo de 0,9% em 2014 até agora e alta de 5% em 12 meses encerrados em julho.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 56,3% em junho para 56,1% no mês passado.

Os bancos públicos continuam puxando o aumento do estoque de crédito em 2014 até julho, ainda que em um ritmo mais brando do que o visto no ano passado. Houve avanço de 7,9% no ano até agora nesse segmento, para um total de R$ 1,5 trilhão. Apenas em julho, o crescimento foi de 0,7% e, em 12 meses, de 16,6%.

Nos bancos privados nacionais, o avanço foi de 1,8% no ano até o mês passado, para R$ 919 bilhões. Em julho, no entanto, houve recuo de 0,2% e, em 12 meses encerrados no mês passado, alta de 6,4%. Já nos bancos estrangeiros, houve queda de 1,4% no acumulado do ano, para R$ 416 bilhões. A queda mensal foi de 0,7% e em 12 meses o segmento registra alta de 5,4%.

A inadimplência ficou estável nas instituições oficiais em 2,1% em julho. Nas privadas nacionais, a taxa permaneceu inalterada em 4,2% e, nas estrangeiras, o calote aumentou no período, de 3,9% para 4,0%. As provisões ficaram estáveis em 3,6% nos bancos públicos; nos nacionais privados ficaram 6,4%, sem mudanças; já nos estrangeiros subiram de 5,5% para 5,6%.

BNDES

Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas cresceram 1,2% de junho para julho, somando um total de R$ 540,584 bilhões, conforme dados do BC. No ano até julho, a expansão está em 5,1% e, em 12 meses, de 11,4%.

Em julho, houve avanço de 1,3% nas linhas de capital de giro (R$ 20,356 bilhões), de 1,2% no financiamento ao investimento (R$ 511,082 bilhões) e queda de 0,8% nas modalidades para o setor rural (R$ 9,146 bilhões) por parte do banco de desenvolvimento.

Para pessoas físicas, o crédito do BNDES avançou 0,9% em julho, para R$ 39,643 bilhões. As altas no ano até o mês passado e em 12 meses foram de, respectivamente, 6,9% e 18,3%.

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