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Cesta das abras tem deflação de 1,86% no País

22:01 | 27/08/2014

O indicador Abrasmercado (cesta composta por 35 produtos de largo consumo) apresentou deflação de 1,54% em julho com relação ao mês anterior na média nacional. Já em Fortaleza a deflação foi de 1,86%. O índice, divulgado nesta quarta (27), é calculado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
 
A queda, registrada em todas as regiões, foi puxada por alimentos, principalmente, do tomate e batata. As altas foram impulsionadas pelo pernil, biscoito maisena e detergente líquido para louças, tanto no nacional quanto em Fortaleza. O  presidente do Conselho Consultivo da Abras, Sussumu Honda, disse que o setor vai continuar crescendo mas num ritmo mais lento.
 
"O segundo semestre é tradicionalmente mais forte em vendas e conta com o período do Natal, a melhor época de vendas para o setor. Esperamos que a economia não desacelere mais e que os resultados no segundo semestre superem o ritmo do primeiro", disse o executivo. Explica que a forte retração nos preços dos produtos que os supermercados mais vendem é uma boa notícia. "A previsão é de uma certa estabilidade nos preços nos próximos meses, se não houver nenhum fato extraordinário", comenta, ressaltando que o aumento dos preços da cesta nos últimos 12 meses, de 4,26%, está próximo da meta de inflação do governo. "Acredito que a inflação, no nosso setor, se mantenha nesse patamar até o fim do ano".
 
O diretor geral dos Mercadinhos São Luiz, Severino Ramalho Neto, observa que os resultados tanto de crescimento de vendas quanto do recuo dos preços são bons. Destaca ainda que os alimentos nunca estão estáveis. "Ou estão subindo ou caindo por conta da oferta e da procura", completa, considerando que nos últimos anos a comida mais acessível para todos.
 
Para o supermercadista, a cesta básica ficou mais acessível pelo aumento do poder de compra. Sobre a queda nos preços de junho para julho avalia que a inflação é ruim para todos, inclusive para o varejo. Concorda que se os preços se estabilizassem seria bom para todos e que a competição no setor ajuda a manter e até a baixar o custo. "Tem oferta de tudo quanto é produto", diz, salientando que o consumidor tem sabedoria para escolher o melhor.
 
Vendas
As vendas reais de supermercados brasileiros, de janeiro a julho, acumulam alta de 1,48% ante mesmo período de 2013. A entidade que representa o setor de supermercados no Brasil, Abras, reduziu a projeção de crescimento de vendas do setor em 2014 para 1,9%, ante os 3% previstos no início deste. Também continua menor na comparação com 2013, que registrou alta de 5,3%.
 
De acordo com o Índice Nacional de Vendas Abras, em julho, as vendas do setor supermercadista em valores reais - deflacionadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IPCA/IBGE) - apresentaram alta de 3,14% na comparação com o mês anterior e alta de 0,99% em relação ao mesmo mês de 2013.
 
Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram crescimento de 3,15% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a julho de 2013, alta de 7,56%. No acumulado do ano, as vendas em valores nominais cresceram 7,74%.
 
Região FORTALEZA  -  Valor da  cesta Abrasmercado em Julho
R$ 308,31 (representa  -1,84% em relação a junho/2014)
 
Maiores altas
Pernil (kg) 7,01%
Biscoito Maizena (180g/200g/400g) 6,20%
Detergente líquido para louças (500ml) 6,60%
Creme dental (90g) 3,93%
Sabonete (90g) 4,25%
Xampu (350ml) 4,84%
 
MAIORES QUEDAS
Tomate (kg) -31,32%
Batata (kg) -23,32%
Cebola (kg) -8,32%
Leite Longa Vida (litro) 5,73%
Óleo de soja (900mil) -5,20%
 
Fonte: Abras

 

Redação O POVO Online

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