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Sindicato quer negociar fim da greve no IBGE

09:30 | 24/07/2014
Após a segunda divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) afetada pela ausência de dados para duas das seis regiões metropolitanas, o sindicato dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em greve há dois meses, sinalizou que pode recuar, caso a direção do instituto e o governo federal se mostrem abertos a negociar. Segundo a diretoria da executiva nacional do ASSIBGE-SN, Ana Magni, o principal obstáculo para a volta ao trabalho é a demissão de temporários, vista como uma represália a quem aderiu a greve.

"Hoje, o principal impedimento de construir uma saída para a greve é que nós temos quase 200 (temporários) demitidos. Nós podemos aceitar grupo de trabalho com a direção, que não é a proposta que nós tínhamos. Era uma proposta de uma mudança de carreira pensada com o governo federal. Mas podemos validar grupo de trabalho, principalmente se o governo sinalizar com um olhar diferenciado para o que reivindicamos", afirmou Ana, logo após a divulgação dos dados parciais do mercado de trabalho referente a junho.

"O principal ponto de impedimento que existe é que não há categoria que consiga sair de maneira honrosa de uma greve com trabalhadores demitidos", acrescentou Ana. Recentemente, o IBGE informou que não estava renovando o contrato de temporários que estivessem com baixo nível de assiduidade e produtividade. A atitude é contestada pelo sindicato.

Os dados mais recentes mostram que o quadro de funcionários do IBGE é composto por aproximadamente 5,9 mil efetivos e 4,339 mil temporários. Segundo o ASSIBGE-SN as condições dos temporários é precária, já que eles ganham pouco mais de um salário mínimo, não têm carteira assinada nem FGTS. Mesmo assim, eles são responsáveis por uma parte importante das pesquisas, que é a coleta dos dados, disse Ana.

Até o momento, a assessoria de imprensa do IBGE informou que a presidente do instituto, Wasmália Bivar, não deve conceder entrevista.

A greve dos servidores do IBGE foi deflagrada em 24 de maio. Os funcionários reivindicavam valorização salarial ao patamar de outros órgãos de gestão, como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários, além de realização de concurso público. O sindicato também pedia a saída de Wasmália e de todo o conselho diretivo do instituto.

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