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O que significa ser espelho do Bird e do FMI

08:27 | 17/07/2014

O embaixador brasileiro Graça Lima chamou a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Arranjo Contingente de Reservas (CRA) dos Brics de “organizações espelho” do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para isso, é necessário seguir regras de liberação de recursos para os países-membros.


“Os países terão de comprometer com o corte de gastos públicos e reduzir a tributação na economia, gerando maior poupança”, considera o economista em Assuntos Internacionais da Universidade Mackenzie, Agostinho Paschalicchio.


Na observação do presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças Ceará (Ibef-Ce), Delano Macedo, a criação do banco facilita a tomada de investimentos .“Quando se precisa de um projeto, os investidores internacionais exigem milhares de garantias. Um banco de desenvolvimento que entende as características de cada país facilita a captação”. A expectativa é que o NBD também aprecie a sustentabilidade e o benefício social dos projetos que receberão financiamento, assim como faz o Bird.


CRA

Considerado os empréstimos do CRA para socorro financeiro dos integrantes dos Brics, o organismo monetário possibilitará o saque de até 30% do capital investido em situações de crise.

 

“Os cálculos deverão ser feitos com base nos balanços de pagamento dos países. Assim como no FMI, o CRA deve considerar, para a tomada de empréstimos, as políticas adotadas para corrigir desequilíbrios”, acredita o ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas.


Contudo, ele crê que os prazos de pagamento serão mais flexíveis entre os membros do Brics. “O FMI exige um esforço maior dos países em prazos curtos. Acredito que no banco dos Brics não haverá problema com a velocidade dos pagamentos”.


Ele afirma que tanto o NBD quanto o CRA aumentam o poder de diálogo dos países envolvidos com o Bird e o FMI. “Cria-se um diálogo de forma permanente, não mais entre um país e o organismo, mas entre instituições internacionais”, afirma.


Átila Varela

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