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EU confirma novas sanções contra a Rússia

17:40 | 29/07/2014
A União Europeia confirmou a adoção de medidas restritivas adicionais contra a Rússia, em comunicado do Conselho Europeu divulgado após a reunião de embaixadores que discutiu as sanções nesta terça-feira em Bruxelas. A dura resposta da UE foi desencadeadas pela postura do país nos conflitos com separatistas no leste da Ucrânia, principalmente após a queda do voo da Malaysia Airlines, que matou 298 pessoas.

"As sanções vão limitar o acesso de empresas estatais russas ao mercado de capitais europeu, impor um embargo para o comércio de armas, banir a exportação de bens militares e restringir o acesso da Rússia a tecnologias estratégicas, em especial do setor petrolífero", informou o comunicado assinado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, nesta terça-feira.

Segundo o documento, a decisão reforça as medidas já adotadas contra pessoas e entidades russas que ameaçam a integridade e a soberania do território ucraniano. Os nomes presentes na lista terão suspensos os financiamentos do Banco de Investimento Europeu (EIB, na sigla em inglês) e Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, em inglês). Também permanecem restritos os investimentos e o comércio europeu com a região da Crimeia e Sebastopol.

"Anexação ilegal de território e a desestabilização da soberania de países vizinhos não podem ser aceitas na Europa do século 21", informa o comunicado.

O texto assegura que a Rússia e a União Europeia têm importantes interesses comuns, que ambas podem se beneficiar de um diálogo franco, mas que isso não pode ocorrer enquanto o país anexa ilegalmente a Crimeia e dá suporte à revolta armada no leste da Ucrânia, responsável pelos conflitos que vêm causando a morte de civis inocentes.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela Dow Jones Newswires após a reunião, a nova lista com os nomes das entidades e pessoas sujeitas às restrições deve ser publicada até esta quinta-feira. O comunicado não especifica a data, mas afirma que as políticas adotadas pela Rússia trarão um grande custo para sua economia e que a UE está disposta a reverter as medidas caso o país altere sua postura.

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