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Estudo ambiental de complexo eólico é apresentado em Aracati

07:46 | 29/07/2014
Um empreendimento composto por cinco centrais geradoras de energia eólica, contendo 52 aerogeradores no total e com potência instalada de 109,3 megawatts (MW) teve seu estudo ambiental apresentado à população durante audiência pública, no município de Aracati, na última sexta-feira, 25. Homônimo à cidade, o complexo eólico é um projeto da empresa Energia dos Ventos. A elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório (EIA/Rima) ficou a cargo da Ecology Brasil.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), através do Núcleo de Impacto Ambiental, foi quem presidiu a audiência pública, por ser o órgão ambiental responsável pelo processo de licenciamento da obra. Na ocasião, uma equipe multidisciplinar da autarquia encarregada de analisar o EIA/Rima esteve presente ao evento para dirimir dúvidas junto à empresa e ouvir a população.

O biólogo Marcelo Shutte, representando a empresa Ecology Brasil, apresentou o estudo ao público. Ele explicou a metodologia utilizada para a confecção do material e explanou sobre as características físicas, bióticas e socioeconômicas da região. Shutte disse que a escolha do local para a implantação do complexo levou em consideração aspectos como relevo, potencial eólico, restrições ambientais e socioeconômicas e, também, a questão fundiária e de logística.

De acordo com o estudo ambiental, no caso do licenciamento aprovado, as centrais geradoras eólicas estarão localizadas em uma região de baixa densidade demográfica e com condições favoráveis para o acesso. O empreendimento estará situado na localidade Sítio Picadas, nas proximidades da Rodovia BR 304. A Energia dos Ventos informou durante a audiência que pretende utilizar ao máximo a mão de obra local no que for possível.

Próximo passo

Agora, após a realização da audiência pública e vistoria na área, a equipe da Semace irá concluir a análise do EIA/Rima e produzir o parecer técnico a respeito do empreendimento e seu estudo. Em seguida, o documento será enviado aos integrantes do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) para que o colegiado delibere sobre a emissão da licença ambiental do empreendimento.
Redação O POVO Online

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