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Empresários defendem troca direta de moedas pelos Brics

17:30 | 14/07/2014
Empresários que participam de evento paralelo da Cúpula dos Brics, em Fortaleza, defendem a criação de um sistema de troca de moedas diretamente pelos cinco países do grupo para facilitar os negócios. Segundo o CEO da Marcopolo e presidente do Conselho Empresarial do Brics para o Brasil, Rubens de la Rosa, essa possibilidade facilitaria o custo de transação. "Se encontrarmos um preço equivalente para um produto, para que trocar (a moeda)?", questionou. "Economizaríamos um passo", acrescentou. Ele também propõe que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desenvolva um mecanismo de garantias para as empresas brasileiras que possa ser válido em outros países.

O Conselho Empresarial do Brics foi criado há um ano e reúne 25 empresários - cinco de cada país do grupo. O Conselho vai entregar amanhã uma declaração aos líderes do Brics com propostas de medidas para acelerar a integração comercial entre os integrantes do bloco. Além de um sistema de troca de moedas e de garantias, o Conselho vai propor a facilitação de vistos para os empresários e a harmonização de normas técnicas. "Coisas simples tornam coisas mais utilizáveis e, portanto, mais comercializáveis", afirmou Rosa. Em entrevista após a abertura do Encontro Empresarial dos Brics, o CEO da Marcopolo defendeu o pragmatismo para que as propostas e as parcerias com os países do grupo possam avançar.

"Não é tão simples coordenar interesses com a diversidade dos países. A primeira impressão é que será impossível fazer negócios, de que todos vão querer vender e ninguém que comprar. Mas há sim coisas que podem ser feitas em conjunto. O que se identifica é zonas de interesse", afirmou.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, se mostrou confiante em avanços nas parcerias, mas voltou a criticar a burocracia brasileira. "Temos uma burocracia que é desconhecida deles e que cria muito constrangimento. É preciso facilitar a entrada de negócios", afirmou Andrade. Para ele, o Brasil trabalha em condições desiguais de competitividade por causa da infraestrutura mais precária.

Questionado sobre dificuldades de fazer negócios com os chineses, o presidente da CNI disse que houve avanços nas relações com a China. "Eles têm evoluído em questões trabalhistas e ambientais", afirmou.

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