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Conta viagem externa tem déficit de US$ 1,20 bi em junho

11:35 | 25/07/2014
A conta de viagens internacionais registrou um déficit de US$ 1,204 bilhão em junho. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 25, pelo Banco Central, esse saldo negativo é resultado do volume de despesas pagas por brasileiros no exterior (US$ 2,001 bilhões) acima das receitas obtidas com turistas estrangeiros em passeio pelo Brasil (US$ 797 milhões). O saldo negativo foi menor do que o visto em junho de 2013, de US$ 1,455 bilhão.

No acumulado do ano, o déficit da conta de viagens soma US$ 8,839 bilhões ante US$ 8,729 bilhões vistos em igual período de 2013.

Remessas

O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em US$ 1,694 bilhão em junho. As receitas (US$ 105 milhões) ficaram abaixo das remessas (US$ 1,799 bilhão) no mês passado. No mesmo período de 2013, o resultado foi uma saída líquida de US$ 2,223 bilhões.

No acumulado de 2014, o saldo está negativo em US$ 12,964 bilhões, ante US$ 14,101 bilhões no mesmo período de 2013. O BC informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram US$ 808 milhões em junho e US$ 6,157 bilhões no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros totalizou US$ 1,076 bilhão em junho e US$ 5,932 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

Investimentos

O investimento estrangeiro em ações brasileiras, dentro e fora do País, ficou positivo em US$ 1,580 bilhão em junho. No mesmo período do ano passado estava negativo em US$ 3,681 bilhões. No acumulado do ano até junho, o valor passou de US$ 6,278 bilhões em 2013 para US$ 9,039 bilhões em 2014.

O saldo para ações negociadas no País ficou positivo em US$ 1,576 bilhão em junho e está positivo em US$ 8,002 bilhões no acumulado de 2014 até o mês passado. Em relação aos papéis negociados no exterior, o investimento estrangeiro ficou negativo em US$ 4 milhões no mês passado e está positivo em US$ 1,037 bilhão no acumulado do ano.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa somou US$ 5,149 bilhões em junho. Em títulos negociados no País, o saldo ficou positivo em US$ 4,018 bilhões, informou há pouco o Banco Central. No mesmo mês de 2013, o resultado havia sido positivo em US$ 7,196 bilhões.

No acumulado do ano, entraram no País US$ 17,844 bilhões para renda fixa, ante US$ 11,038 bilhões no mesmo período do ano passado. Em junho de 2013, o governo zerou o IOF sobre esse tipo de aplicação.

O investimento em títulos negociados no exterior ficou positivo em US$ 1,130 bilhão em junho de 2014. No mesmo período do ano passado, o saldo dessas aplicações ficou negativo em US$ 629 milhões. No acumulado do ano, esses investimentos somam US$ 2,377 bilhões. Em igual período do ano passado eles foram positivos em US$ 610 milhões.

A taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 266% em junho. A rolagem de papéis ficou em 364% no mês passado. Já a rolagem de empréstimos diretos teve uma taxa de 230%. No mesmo período do ano passado, a taxa geral foi de 71%, sendo 125% para papéis e 64% para empréstimos.

No acumulado do ano, a taxa geral de rolagem está em 189%, sendo 137% para papéis e 213% para empréstimos diretos. No mesmo período de 2013, a taxa era de 148% (130% para papéis e 155% para empréstimos diretos).

Destaque para desembolsos de US$ 2,631 bilhões em empréstimos diretos no mês passado, ante US$ 1,644 bilhão no mesmo mês de 2013. As amortizações passaram de US$ 2,564 bilhões para US$ 1,143 bilhão, na comparação entre junho e igual mês do ano passado.

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